Arquivo de gestāo - Paulo de Vilhena
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Para qualquer que seja a nossa atividade profissional, devemos reconhecer o nosso alvo de produtividade. No centro deste alvo encontram-se as tarefas mais produtivas e o tempo mais bem pago. Contrariamente, conforme nos vamos afastando do centro, vamos encontrando as tarefas menos produtivas e que menos desmultiplicam o resultado do nosso esforço. Já pensou no seu alvo de produtividade? Sabe que tarefas lhe trazem mais resultados e dinheiro? E aquelas em que não deve investir a maioria do seu tempo? Pensemos então em qual será o alvo de produtividade de um consultor imobiliário. O centro do alvo O centro do alvo é sempre trabalho intelectual. É o tempo de pensar. Quando os consultores imobiliários estão a medir a sua atividade, estão claramente no centro do alvo. E este é o tempo mais bem pago. Definir objetivos, fazer planos para os atingir, fazer o melhor juízo sobre as tarefas que devem ser…

Em qualquer organização e equipa é fundamental estabelecer objetivos, metas e compromissos, discutir problemas e avaliar resultados. Para tal, a realização de reuniões periódicas é crucial. Todos os colaboradores devem saber em que ponto se encontra a empresa ou departamento, tal como o que devem fazer para contribuir para o seu crescimento sustentável. No entanto, muitas empresas reúnem a toda a hora, por tudo e por nada. E essas reuniões são desorganizadas, levam tempo a mais e delas saem muito poucas decisões… Por vezes os colaboradores saem mesmo sem a noção exata do que devem executar qualitativa e quantitativamente. Por isso eu sugiro 5 regras para a gestão de reuniões: 1. Confronte sempre os “factos brutais” Temos de ter a capacidade de apresentar a realidade como ela é. O que magoa mais as pessoas é sempre a forma como as coisas são ditas. Por isso, devemos dizer o que…

Acho que uma das grandes dificuldades na gestão de empresas está relacionada com o fluxo de caixa, ou cash flow. Uma organização empresarial existe para gerar lucro. No entanto, por mais lucro que tenha, não pode pagar contas ou impostos com ele. Por isso, para a sobrevivência da empresa, o lucro tem de ser transformado em fluxo de caixa. Existem empresas que vendem muito, transformar as vendas em lucro, pagam impostos elevados sobre esses lucros mensuráveis e, ainda assim, não têm dinheiro nas contas bancárias a elas associadas. Ou seja, têm lucros mas não têm fluxo de caixa. Isto acontece porque muitos empresários não têm presente uma distinção clara entre lucros e cash flow. Esta situação chega mesmo a gerar algumas discussões com os seus contabilistas, nomeadamente quando recebem as demonstrações financeiras anuais e o cálculo do respectivo IRC. Portanto, é crítico transformar lucros em fluxo de caixa.  No vídeo abaixo, explico-lhe melhor a…

Segundo Jack Welch, um dos mais conceituados gestores da História, no que toca ao desempenho, os colaboradores de qualquer empresa distribuem-se ao longo daquilo que, em Estatística, se designa por uma curva normal. Posto isto, para este gestor, que liderou a mítica General Electric, para aumentar a performance média o aspeto mais importante é praticar diferenciação no tratamento dos colaboradores. Nesta curva temos uma franja relativamente pequena que são os colaboradores de melhor performance. Depois, no centro, temos a maior parte das pessoas e, no lado oposto, os colaboradores de pior performance. Então para fazer crescer a performance da equipa é preciso deslocar a média do grupo para o lado dos colaboradores de alta performance. Segundo Jack Welch, para fazer crescer a performance da equipa temos de cuidar mais dos 20% melhores, dedicar algum tempo aos 70% da média e dar programas de treino aos 10% piores, para que…

Muitos empresários e empreendedores iniciam as suas atividades comerciais com uma obsessão pelo crescimento. Todavia, a velocidade pode matar o seu negócio. Na fase inicial de uma empresa, é crítico ganhar dinheiro para mantê-la viva. Para tal, é prioritário gerar cash flow. Ora, ao iniciar um negócio, querer fazê-lo crescer a uma velocidade desenfreada, ao mesmo tempo que tem necessidade de gerar cash flow rápido, pode resultar num desastre. Recordemos que o exemplo de Warren Buffet, que, na minha opinião, é a pessoa que mais sabe sobre negócios no mundo. Este investidor e empresário foi várias vezes considerado o homem mais rico do mundo. Mas repare: depois de iniciar o seu negócio, Warren Buffet levou 14 anos a fazer o seu primeiro milhão. 99% da sua fortuna foi feita depois dos 50 anos. Isto aconteceu há algumas décadas, no entanto, não espere conseguir algo semelhante num espaço de tempo muito mais…

Os passivos são o que, nas nossas vidas, representa uma responsabilidade constante. Os passivos geram despesas, enquanto os ativos geram receitas. Infelizmente, e na maior parte das famílias de classe média, o valor dos passivos ultrapassa o dos ativos, o que significa que o nosso património líquido tem um valor negativo. Por exemplo, a nossa casa, apesar de contabilisticamente ser um ativo, não gera rentabilidade, mas sim despesa. Portanto, para efeitos de independência financeira, trata-se de um passivo. Poderemos considerá-la, quando muito, um mal necessário, uma vez que precisamos de ter um teto e sentir alguma segurança. Todavia,  ter casa não gera nenhum tipo de retorno financeiro. Para muitas famílias, as receitas servem exclusivamente para fazer face às despesas com os passivos e assim gera-se apenas despesa e não património líquido. Ora, criar riqueza financeira consiste em construir património líquido, cujo equivalente contabilístico será o capital próprio. Ou seja, é…

O ano está a chegar ao fim, portanto, é altura de perguntar se já concretizaste os objetivos anuais da empresa? Se a resposta é “não” e estás a pensar no que poderás fazer para lá chegar, hoje tenho algumas dicas para aplicares nestes últimos dias do ano. 1.º Percebe o que correu bem Procura as ações que correram melhor este ano nos indicadores de performance de negócio (KPI). Escolhe três dessas ações e volta a calendarizá-las para os próximos dias. Nesta altura, não inventes estratégias novas nem faças experiências. Porque vale mais jogar pelo seguro. Portanto, reforça a todos os colaboradores que os objetivos são inegociáveis e que os resultados estabelecidos têm mesmo de aparecer até ao término do ano.  Aposta em ações que já tenham trazido bons resultados e que já tenhas a certeza de que resultam. 2.º Redobra a energia  Não sei se é mais tempo, mais concentração ou apenas…

Há um ciclo de maturidade que temos de respeitar, tanto na natureza, como nas nossas empresas. Não podemos semear hoje e amanhã estar a tirar dividendos. Por isso, é importantíssimo perceber a diferença entre tempo vertical e tempo horizontal. Um dos maiores erros que se comete na gestão da maior parte das PME consiste em querer colher de imediato. Por vezes, a empresa ainda não gerou uma venda, ainda não tem um tostão de lucro, e os empresários já estão a “colher”, comprometendo as vendas, o lucro e o fluxo de caixa futuro. Tais empresários estão a gastar por conta daquilo que acreditam que um dia irão lucrar. Devemos então ter a noção dos ciclos de amadurecimento e de crescimento, para colher na altura da colheita e não antes. Perceba do que falo no vídeo abaixo. Então, o tempo horizontal é o tempo das práticas simples, que repetimos diariamente de forma…

A demonstração ou mapa de fluxo de caixa é um dos principais marcadores de contabilidade que temos de analisar frequentemente para que sustentarmos as nossas decisões e garantirmos a saúde da nossa empresa. Este mapa dá-nos uma lição muito importante. O dinheiro não é todo igual! E se ele não é todo igual, não pode ser tratado da mesma forma. Nós temos de discriminar o dinheiro de acordo com a sua origem. Só quando vemos o mapa de fluxo de caixa é que percebemos isto. Neste vídeo, explico-lhe os diferentes tipos de dinheiro que existem numa empresa. E porque não os pode encarar nem gastar da mesma forma. Resumindo, há 3 tipos de dinheiro numa empresa: 1 – Dinheiro “O”: advém da atividade operacional da empresa. Se comprarmos matéria-prima, a transformarmos e vendermos, ou se prestarmos um serviço e faturarmos esse serviço, geramos dinheiro “O”. Este é o único tipo…

Todos temos medos, e os empresários não são exceção. Já investiguei sobre este assunto, e os principais medos dos empresários são os mais comuns, como o medo de falhar, o medo de não ter capacidade para honrar os seus compromissos ao final do mês, o medo dos clientes não ficarem satisfeitos, o medo de perder todos os clientes… Mas na lista dos seus maiores medos aparece também um quase paradoxal: o medo de fazer crescer a empresa. Por que terão os empresários medo de fazer crescer a empresa? A maioria dos empresários são técnicos que criaram a sua própria empresa, na sua área de especialização. E, na maior parte dos casos, ainda têm um envolvimento muito elevado com as fases produtivas, mantendo assim um controlo muito apertado das pessoas e do que se faz internamente. Estes empresários têm um sentido de posse muito grande sobre tudo o que é feito na…