Arquivo de gestão empresarial - Paulo de Vilhena
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Gerir pessoas é uma tarefa muito complicada. Para grande parte dos clientes com quem trabalho, é mesmo considerada uma das mais difíceis. É, no entanto, uma tarefa que todos nós que lidamos com equipas no dia-a-dia temos de ir aprendendo a fazer cada vez melhor. Pessoas são sempre pessoas. Por mais que criemos estereótipos e que as tentemos caracterizar, cada indivíduo é único e diferente do outro. Sabermos ler os outros, perceber como lidar com cada indivíduo é uma arte que está ao alcance de poucos. O poder de nos adaptarmos aos outros é fundamental em qualquer função de liderança. Mas é também importante sabermos impor as nossas regras e garantir que as coisas acontecem da melhor maneira. Tendo como base as opiniões de alguns dos maiores gurus da gestão e da liderança, existe uma grande dicotomia entre o que é gestão e liderança, o que é controlo e inspiração,…

Aprendi com a minha experiência como coach empresarial que um dos aspetos mais desprezados pela maior parte dos empresários no que respeita ao crescimento das empresas é a fase de maturidade em que as mesmas se encontram. Embora menosprezado, este é um aspeto absolutamente crítico. A maior parte dos empreendedores não pondera a maturidade da sua empresa no processo de tomada de decisão em relação ao crescimento dessa mesma empresa. É por que é que isto é um erro? Porque aquela que pode ser uma boa decisão numa determinada fase de maturidade do seu negócio pode não ser uma decisão tão boa se o seu negócio tiver numa fase diferente de maturidade. Ao longo do tempo, eu desenvolvi aquilo a que chamei o ciclo de vida de uma empresa. E nesse ciclo de vida, eu despistei 7 fases fundamentais. As primeiras 4 fases são ascendentes: 1.ª A luta inicial: o…

Hoje trago-vos um caso real. No início deste ano iniciei um processo de coaching com uma empresa nacional. Esta empresa tinha planos de grande expansão, mas o gestor, acumulando à data funções de gestão financeira e gestão comercial, estava totalmente perdido no meio de tanta coisa para fazer. Então como procedemos neste caso real? Começámos então por analisar onde o gestor estava a investir a maior parte do seu tempo e onde não estava a conseguir chegar da melhor forma. Percebemos rapidamente que, se o objetivo era realmente crescer, precisava de contratar um diretor financeiro e um diretor comercial para diminuir o número de horas que estava a investir nessas áreas. O objetivo era ganhar tempo e energia para se focar na estratégia de crescimento que tinha delineado. O diretor financeiro entrou no início de março. Logo aí, começámos a conseguir arrumar a casa e dedicar mais atenção às coisas mais…

Como explico no meu livro “Os 12 Desafios do Empreendedor”, o marketing digital é cada vez menos sobre as nossas empresas e cada vez mais sobre os nossos potenciais clientes! Devemos por isso tratar os nossos consumidores de uma forma cada vez mais individualizada. O cliente é cada vez mais exigente e quer saber acima de tudo quais são os seus benefícios. Para além disso, o marketing feito nos meios digitais passa por dar valor gratuito e construir bases de dados. Temos de identificar claramente o nosso público-alvo, construir reputação e posicionarmo-nos como formadores para que, quando esse público estiver pronto para comprar, seja de nós que se lembre. Há quatro ferramentas que eu considero críticas no respeita ao marketing digital: 1 – Site Tem baixos custos, pode e deve ter sempre informação fresca, atualizada, valiosa e relevante para o nosso prospeto ou cliente. Está sempre disponível e pode estar…

Se nós temos o poder de recrutar, treinar, despedir, criar uma cultura… e os resultados não estão a aparecer, então é porque nós, líderes, não estamos a saber fazer o nosso trabalho. Se a nossa equipa está alienada é porque nós também estamos alienados. Nós é que permitimos essa alienação. Ao invés, se nós estivermos envolvidos, as nossas equipas também estarão envolvidas. Olhemos para uma empresa como um icebergue. Um icebergue aumenta ou diminui conforme a temperatura da água e do ar. Se a temperatura descer, o icebergue vai crescer. Mas se por alguma razão a temperatura aumentar, o icebergue vai diminuir. Então, usando este exemplo, o trabalho de um líder é sempre manter a temperatura gelada, não só para manter o icebergue mas para fazê-lo crescer constantemente. Quando o icebergue cresce significa que a cultura da empresa melhora e os comportamentos sobem de qualidade. Consequentemente, os resultados também sobem.…

Nos últimos tempos tenho falado bastante da importância da formação, de querer saber sempre mais sobre o que o pode fazer crescer profissionalmente. É fundamental procurar essa informação, compreendê-la e incorporá-la da maneira que melhor servir o seu propósito. Da minha experiência como coach empresarial, vejo uma de duas coisas ao nível da gestão quando entro numa empresa. Em algumas organizações, não há informação disponível e as decisões são feitas com base na intuição da administração e na sua perceção daquilo que resultou no passado. Noutras, há demasiada informação, dispersa, sem qualquer fio condutor e que acaba também por não ajudar na tomada de decisões. Hoje a informação é simples de encontrar, tanto interna como externamente. Qualquer pesquisa num motor de busca nos retorna milhões de entradas. Cabe-nos a nós selecionar o que é importante e o que é acessório.  Temos de ser capazes de separar aquilo que temos mesmo que ver…