Aprendi com Jack Welch que o aspeto mais importante na gestão de uma empresa é entendermos que, ao nível de performance, os colaboradores se distribuem ao longo de uma curva normal.

O que é que isto significa na prática?

Significa que nesta curva temos uma franja que são os colaboradores de melhor performance (um número relativamente pequeno), depois, no centro, temos a maior parte das pessoas e, no outro lado, os colaboradores de pior performance.

Ora, o crescimento de uma empresa depende sempre da performance dos que lá trabalham. Então para fazer crescer a performance da equipa e, consequentemente, da empresa é preciso deslocar a média do grupo para o lado dos colaboradores de alta performance.

Saber como cada empresário vai gerir esta realidade matemática é uma opção. Podemos ser mais suaves ou mais rigorosos. No entanto, não podemos é deixar de gerir a equipa em relação a este fenómeno da distribuição na performance dos colaboradores.

Também seguindo os ensinamentos de Jack Welch, o mítico gestor da General Electric, devemos praticar um tratamento diferenciado a cada colaborador, de acordo com a sua performance e com a cultura que escolhemos para a nossa empresa.

E para isso, há alguns aspetos que deve sempre ter em conta:

1 – Há um fenómeno de estatística que se chama convergência para a média. Isto significa que há pressão das duas pontas da distribuição normal para a média. Isto não deixa os dez por cento piores afastarem-se muito, mas também não deixa os 20 por cento melhores progredirem.

2 – Se fizermos uma análise somente matemática, entendemos que a melhor forma, mais rápida, de deslocar a média para o lado dos 20 por cento de alta performance consiste em eliminar os dez por cento menos bons. Porque todos os que ficam rapidamente produzem mais e a cultura da empresa melhora.

3 – Os colaboradores de pior performance são aqueles que estão sempre a encontrar justificações para os seus resultados não serem melhores. Para além de não saírem da sua zona de conforto, estes colaboradores contaminam os outros.

Para além disso, a liderança perde normalmente 80 por cento do tempo dedicada aos dez por cento de colaboradores com pior performance, porque precisam de ajuda constante para conseguir realizar as tarefas. Ora, esse é tempo que poderia estar a ser dedicado a cuidar dos restantes e a torná-los ainda melhores!

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