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Um dos aspetos que levam uma empresa ao nível de excelência é ter as pessoas certas. Nós, empresários e empreendedores, precisamos de trabalhar com pessoas que sejam competentes, mas que tambémn tenham valores alinhados com os nossos. Mas como saber quem são as pessoas certas? Jim Collins, no livro De Bom a Excelente, diz que a primeira decisão de todas as empresas é Quem escolhemos? E que depois de escolher as pessoas certas, tudo se torna mais fácil. Considero pela minha experiência que nós precisamos de pessoas viciadas em crescimento. Profissionais que queiram estar acima da média e envolvidos com os resultados. Pessoas que possamos treinar em seguir os sistemas que nós desenvolvemos e que sintam a empresa como sendo sua. Mais vale, por vezes, pagar um pouco mais por um profissional de qualidade, porque ele vai acrescentar valor e justificar o preço que pagamos. A pessoa que apenas quer…

A maior parte das pessoas, quando pensa num grande líder, pensa num visionário, em alguém que tem uma ideia totalmente disruptiva face ao passado e que é capaz, através das suas capacidades de persuasão, de levar todos atrás das suas ideias e assim revolucionar o mundo. Mas será que tem de ser assim? Será que esta é a melhor forma de liderar uma empresa? Provavelmente, se me perguntassem isto há 10 anos eu diria que sim. Não só acreditava nisto, como queria muito ser uma pessoa dessas, que tinha ideias fora da caixa e que levava os outros a acreditar nas minhas ideias malucas de forma incondicional. Mas hoje já não acredito nestas atuações como sendo as melhores do ponto de vista empresarial. Hoje acredito que é na diversidade de opiniões que nós crescemos e aprendemos. É juntando a força de todos os colaboradores que as empresas crescem e evoluem.…

A maioria dos líderes que conheço reclama da equipa que têm. Gerir pessoas é difícil, mas na maior parte dos casos, ou mesmo sempre, o problema está no líder e não na equipa! Depois de lerem as frases anteriores, 50% dos leitores já abandonaram este artigo. Admitir a responsabilidade sobre a equipa, sobre as suas ações e os seus resultados é muito difícil. As pessoas, na sua maioria, não estão preparadas para assumirem a propriedade daquilo que lhes acontece e, por isso, preferem encontrar desculpas e culpar os outros. Deixem-me partilhar convosco que, na minha opinião, a capacidade de assumir a propriedade do que nos acontece, como sendo consequência das nossas escolhas, é um dos comportamentos que distingue os vencedores das vítimas, as pessoas que realmente têm sucesso na vida. Sejamos honestos. Um líder tem o poder de recrutar, ensinar, encaminhar, influenciar, controlar e ainda alertar a maneira como as coisas…

Ao longo dos tempos a liderança foi assumindo novos contornos. Aquilo que hoje é aceite pelas equipas já não é igual àquilo que acontecia no passado. Até ao início deste século, na maioria das empresas portuguesas, o medo imperava. Os recursos humanos não eram assumidos como uma parte muito relevante do sucesso. As pessoas sentiam-se dependentes do emprego para sobreviver e, por isso, faziam tudo o que lhes mandavam fazer. Não questionavam e aceitavam como naturais os tratamentos menos humanos de muitos chefes. No passado os chefes (porque não lhes consigo chamar líderes) mais conceituados eram mesmo os que berravam mais alto, os que davam mais ordens e os que tratavam pior os seus empregados. Hoje, havendo uma maior rotatividade nos empregos e tendo sido minimizada a ideia de um emprego para a vida, as pessoas aprenderam a valorizar-se (às vezes até demais!). Embora ainda haja pontualmente abusos, já é…

Se queremos atrair as pessoas certas, temos também de ser a pessoa certa. O mesmo sucede se queremos atrair pessoas competentes, grandes profissionais e honestos. Nós temos de ser a pessoa que queremos atrair. Na minha opinião, a liderança está intimamente ligada ao desenvolvimento pessoal. Isto porque a liderança não deixa de ser resultado da escolha voluntária, consciente ou inconsciente, que um grupo de pessoas fazem quando decidem seguir-nos. A liderança não é uma decisão do líder, mas sim do seguidor. Ele escolhe seguir outra pessoa. Por isso pense nas pessoas que tende a seguir? Quais são os seus valores, princípios, práticas? No geral, nós tendemos a seguir pessoas que têm padrões mais elevados do que os nossos, que acreditamos que nos levam onde não conseguiríamos chegar sozinhos. Por isso, eu acredito que o processo de nos tornarmos líderes passa por nos tornarmos alguém atrativo e que os outros escolhem…

Jack Welch é por muitos considerado o maior gestor da história. Foi o mítico gestor da General Electric. E sabe qual é a forma mecânica como Jack Welch toma decisões de gestão? Qual é a prática que ele considerou ser a mais importante na gestão de uma empresa? PRATICAR DIFERENCIAÇÃO  Ou seja, é não tratar todos os colaboradores da empresa da mesma forma. E como o fazem na prática? Na General Electric passa por avaliar periodicamente todos os níveis hierárquicos da empresa. De dois em dois anos, todos os colaboradores são avaliados individualmente. Todos sem exceção, incluindo os do nível de presidente. Ora, cada colaborador é avaliado segundo uma grelha de critérios que é perfeitamente conhecida por toda a gente. Depois é distribuída essa avaliação numa curva normal estatística. É assim identificado se esse colaborador está nos 10% de pior performance daquele nível hierárquico, se está nos 70% em…

Nós, líderes, somos pessoas (óbvio). Temos sentimentos, emoções, problemas e alegrias, dias bons e outros menos bons, como qualquer outro ser humano. Ficamos contentes com os nossos colaboradores e muitas vezes também chateados com o trabalho que não corresponde às nossas expetativas, ou com várias outras situações que podem surgir e incomodar-nos em contexto laboral. Mas é importante termos atenção à maneira como agimos e lidamos com todas estas situações para que não sejamos influenciados, no calor do momento, pelas nossas emoções e para que isso não esvazie a nossa capacidade de liderança. Por isso a nossa inteligência emocional é fulcral para o bom desempenho das nossas funções de liderança e gestão de equipas. E aqui há duas características internas que eu realço como críticas para que tenha sucesso na gestão das suas emoções enquanto procura encaminhar os seus colaboradores em direção aos objetivos que definiu. 1 – Autoconsciência…

Há uns anos passei por uma situação difícil, um bom desafio. Tinha na minha equipa uma pessoa que trabalhava comigo há cerca de um ano. Eu sabia que ela era uma ótima profissional, provavelmente uma das melhores no seu ramo de atividade. Mas eu não tinha trabalho que justificasse uma pessoa tão qualificada, nem tão evoluída. Vou chamar-lhe Rita. O que estava a acontecer é que ela estava a fazer trabalho de escritório, burocrático. Estava a fazer trabalho muito menos técnico do que aquele para que ela estava vocacionada. Estava a fazer o mesmo trabalho que as suas colegas e, entregando um resultado pior, estava a auferir um salário muito superior. Ou seja, quando tinha sido contratada, um ano antes, as necessidades da empresa justificavam ter uma pessoa com as competências da Rita, mas entretanto tudo se tinha alterado. Depois de verificar com a administração da empresa se iria haver…

A responsabilização das pessoas e prestação de contas é um dos temas mais sensíveis e mais importantes na gestão de uma empresa. Isto porque influencia diretamente o alinhamento (ou desalinhamento) das equipas, a competitividade da empresa e os resultados que podem ser fatais ou extraordinários ao longo do tempo. Mas isto não significa que devemos andar a arranjar culpados na nossa organização para o que acontece. Refiro-me a encontrar (e criar) responsáveis! Isto porque nós tendemos a querer culpar as pessoas… Enquanto líderes aconselho-vos a usarem sempre o reforço positivo e a fazerem análises sem culpa. Nunca culpem ninguém das coisas! Porque a verdade é que, se alguma coisa correu mal e se houver algum culpado, sou eu enquanto líder. Mas mesmo para mim a culpa não é uma coisa boa! A culpa é uma das coisas mais negativas da nossa cultura. Porque a culpa é um olhar sobre o…

A comunicação é uma das competências mais importantes num líder. A nossa capacidade de comunicar é a nossa capacidade de fazer os outros verem o que não viam antes de nós falarmos. Mas também é verdade que a nossa capacidade de transmitir uma ideia começa muitas vezes com a nossa capacidade de escutar as ideias dos outros. A liderança é um processo de influência, e escutar é a chave da influência. Então também é preciso saber (e querer!) escutar – que é bem diferente de ouvir. Escutar implica envolvimento, entendimento, ver de onde os outros estão a ver e sentir o que estão a sentir. Se pensarmos um pouco, porque é que as pessoas entram em confronto e muitas vezes discutem? Porque nenhuma das partes está disponível para de facto escutar e entender a ideia do outro. Nós passamos a estar tão preocupados em fazer valer a nossa ideia que…