Arquivo de liderança - Paulo de Vilhena
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Em qualquer organização e equipa é fundamental estabelecer objetivos, metas e compromissos, discutir problemas e avaliar resultados. Para tal, a realização de reuniões periódicas é crucial. Todos os colaboradores devem saber em que ponto se encontra a empresa ou departamento, tal como o que devem fazer para contribuir para o seu crescimento sustentável. No entanto, muitas empresas reúnem a toda a hora, por tudo e por nada. E essas reuniões são desorganizadas, levam tempo a mais e delas saem muito poucas decisões… Por vezes os colaboradores saem mesmo sem a noção exata do que devem executar qualitativa e quantitativamente. Por isso eu sugiro 5 regras para a gestão de reuniões: 1. Confronte sempre os “factos brutais” Temos de ter a capacidade de apresentar a realidade como ela é. O que magoa mais as pessoas é sempre a forma como as coisas são ditas. Por isso, devemos dizer o que…

Geralmente pensa-se que quem monta uma empresa e se estabelece por conta própria é um empreendedor. Todavia, é raro que assim seja. Hoje falo-vos do mito do empreendedor. Quem monta uma empresa é frequentemente um técnico. Muitas vezes, um técnico acima da média, mas insatisfeito! É por exemplo o caso de um fantástico chef de cozinha, que se fartou de trabalhar para os outros e decide montar o seu próprio restaurante. No dia em que o restaurante abre, este chef irá para a cozinha fazer o trabalho técnico subjacente ao negócio. Muitas PME, por exemplo, funcionam em auto-gestão. Porque ninguém está a fazer as funções de gestão, enquanto o empresário está na função operacional. Estas PME não estão a ser geridas, mas sim a ser operadas. Ou seja, encontram clientes, fecham vendas, entregam o serviço, pedem referências e fazem o ciclo todo de novo. Se o derradeiro desafio é o…

Desde pequenina que ouvi que a liderança é um caminho solitário. Ser responsável por uma empresa implica não ter amigos. Implica que todos estão representar um papel e que temos que desconfiar de todos os que estão à nossa volta. Provavelmente por ouvir isto, sempre tive medo da liderança pois eu não sei trabalhar entre desconhecidos ou com pessoas com quem estou sempre de pé atrás. Mas será que tem mesmo que ser assim? Nos últimos anos tive empresas próprias e também liderei equipas numerosas nas empresas por onde passei. Não quer dizer que daí tenham saído os meus melhores amigos, mas em todas elas me senti bem. Senti-me acompanhada e senti-me rodeada por pessoas leais. É verdade que houve empresas em que senti mais lealdade do que noutras. Mas quando analisado de uma forma fria, consigo relacionar essas diferenças com a cultura vivida em cada uma dessas empresas. Somos…

Nos últimos anos, dei comigo de forma mais ou menos repetida a lidar com um determinado desafio no que respeitava à minha relação com os meus filhos. Foi nesse contexto que me consciencializei de que, em casa tal como na empresas, seguia um modelo de líder-seguidor, bastante diferente do modelo ideal de líder-líder. Eu acho que um dos grandes desafios da liderança, senão mesmo o maior, é o desafio da paternidade. As crianças dão-nos algumas lições sobre o processo de sermos obrigados a envolvê-las no sentido de fazerem um determinado caminho. Da mesma forma, obrigam-nos a aprender sobre questões de disciplina, responsabilidade, etc. Eu percebi que, como crianças que eram, os meus filhos tendiam a não fazer naturalmente algumas tarefas. Tarefas domésticas, por exemplo, como fazer a cama ou ajudar a lavar a loiça do jantar. E apercebi me de que eles não faziam isso também porque, de alguma forma,…

Um dos aspetos que levam uma empresa ao nível de excelência é ter as pessoas certas. Nós, empresários e empreendedores, precisamos de trabalhar com pessoas que sejam competentes, mas que tambémn tenham valores alinhados com os nossos. Mas como saber quem são as pessoas certas? Jim Collins, no livro De Bom a Excelente, diz que a primeira decisão de todas as empresas é Quem escolhemos? E que depois de escolher as pessoas certas, tudo se torna mais fácil. Considero pela minha experiência que nós precisamos de pessoas viciadas em crescimento. Profissionais que queiram estar acima da média e envolvidos com os resultados. Pessoas que possamos treinar em seguir os sistemas que nós desenvolvemos e que sintam a empresa como sendo sua. Mais vale, por vezes, pagar um pouco mais por um profissional de qualidade, porque ele vai acrescentar valor e justificar o preço que pagamos. A pessoa que apenas quer…

Hoje quero explicar-lhe como apenas duas palavras podem arruinar a sua liderança da sua empresa ou equipa. Sim, mas… Se diz isto, nunca será um líder! Esta expressão, ou qualquer outra que a substitua, é um dos maiores erros num processo de liderança. Nós perdemos o nosso interlocutor quando começamos uma resposta desta forma. Porque, quando o fazemos perante uma verbalização que mostra uma determinada perspetiva, a pessoa vai reagir como se fosse um beliscão no ego, mesmo que não seja essa a intenção. Depois de um “sim, mas” vem sempre um porquê, uma justificação para não ser possível fazer alguma coisa. Esta expressão significa, entre outras coisas, que está simplesmente a validar o que fez até ao momento. Mostra que não escutou o seu interlocutor e que nem sequer quis entender este lhe tentou transmitir. Significa que não está disposto a sair da zona de conforto para interiorizar e…

Já precisou de chamar à atenção alguém da sua equipa e não soube como o fazer? Já recebeu feedback de uma pessoa que não conseguiu ser clara nos seus pontos de melhoria? Dar um feedback eficaz é uma ferramenta muito poderosa numa empresa. No entanto, tendo em conta a minha experiência de coaching e o que tenho estudado sobre o assunto, este é ainda um instrumento muito pouco utilizado. O feedback é a forma de uma pessoa comunicar a outra que observou os seus comportamentos, ações ou pensamentos e que estes estão ou não alinhados com as suas expectativas. É importante que o feedback seja específico, claro e que seja dado sobre um facto, comportamento ou ação. NUNCA dê feedback sobre uma pessoa. As pessoas não são o seu comportamento! Adicionalmente, a comunicação só é efetiva se a pessoa que ouve os comentários, os perceber, interpretar e incorporar. As pessoas que…

Consegue traçar um perfil das características fundamentais que não podem faltar a um empresário bem-sucedido? Têm sido investidos muitos milhões, nos últimos anos, na procura dos princípios comportamentais do empresário de sucesso. As conclusões que todos esses estudos têm vindo a apresentar são, no fundo, bastante semelhantes. De facto, confirma-se que estes empresários têm uma série de características em comum. E o que é curioso é que essas características são, pelo menos, tão importantes como o conhecimento técnico. Estes Empresários de Sucesso têm uma enorme noção de responsabilidade. No sentido de compreender que todos os seus resultados decorrem das decisões que tomaram e não da organização de fatores que escapam ao seu controlo.  Neste contexto, destaco 5 características que diferenciam um empresário “vulgar” de um empresário de Sucesso: 1 – São fanáticos da definição de objetivos e têm uma enorme consciência de realização. 2 – São otimistas. Não por esperarem que…

A capacidade de influenciar os outros distingue as pessoas verdadeiramente bem-sucedidas. Quem conhece o meu trabalho sabe que uma das ideias que defendo é que cada vez mais as competências técnicas são baratas e fáceis de encontrar.  A atitude e a capacidade de influenciar os outros sāo os verdadeiros critérios do sucesso. Na obra A Retórica Aristóteles apresentava reflexões acerca do processo de influência, sobre o que dava a uns indivíduos a capacidade de mobilizar os outros. Segundo este filósofo, o processo de influência obedeceria a três regras essenciais: logos, pathos e ethos. Ou seja, lógica, emoção e ética. Sendo que, nas suas palavras, a ética seria a base da emoção e da lógica. Só a razão e a emoção podem ajudar a persuadir alguém. Mas para sermos verdadeiramente influentes, e leia-se atrativos, e mantermos essa qualidade a longo prazo, precisamos de valores e de ética. O primeiro aspeto a considerar…

O que é para si a liderança? O que é para si ser líder? Na minha opinião, há dois aspetos básicos e fundamentais na liderança. Aquilo que eu chamo de liderança “suave” e outra que apelido de liderança “dura”. A liderança “suave” é aquilo que a maior parte das pessoas entende por liderança… Ou seja, a minha capacidade de atrair determinadas pessoas, de atrair as pessoas certas para o meu projeto. A minha aptidão de fazer com que elas me sigam, a minha competência  de me tornar suficientemente atrativo para que essas pessoas escolham voluntariamente envolver-se nos meus projetos, nas minhas ideias, na minha visão. A minha capacidade de inspirar outras pessoas a aplicar os seus esforços para me ajudar nos resultados que eu procuro. Resultados esses que deverão beneficiar todas essas pessoas, obviamente. Por outro lado, existe o  lado mais duro da liderança. E esse não tem nada…