Se temos o que precisamos para sermos bem-sucedidos, porque é que a maior parte de nós fica como está?

 

A resposta é: por MEDO.

Os medos não situacionais, que geralmente se prendem com a nossa integridade física são de dois tipos: o medo de não ser capaz e o medo de ser rejeitado. Estes resultam numa série de outros medos que, normalmente, nos afastam dos nossos sonhos e de os atingir.

Afastam-nos ao bloquearem a nossa capacidade de tomar decisões e, sem esta, não conseguimos agir.

A verdade é que o medo é, essencialmente, uma questão emocional, que resulta de uma questão educacional.

 

O medo não é mais do que o reviver de dolorosas memórias passadas, que podem ter sido vividas por nós ou aprendidas a partir de experiências de outras pessoas.

E assim sendo, é possível reeducar-nos a ultrapassá-lo. Encará-lo como um facto da vida, mas não deixando que se transforme numa barreira para o sucesso. Nunca vamos deixar de sentir medo. Mas ao enfrentá-lo é possível compreender que podemos lidar com o que nos acontece e aumentar a nossa confiança, desvalorizando-o. E a verdade é que enfrentar o medo é menos assustador do que viver com ele constantemente.

 

E como podemos dominar o medo?

O trunfo é aprendermos a lidar com ele. Quando lidamos com ele numa posição de poder, em que assumimos as nossas escolhas e passamos à acção com energia, o medo dilui-se.

Por outro lado, se deixamos que o sofrimento nos domine e nos posicionamos como impotentes, entregamos-lhe o triunfo. No fundo, é tudo uma questão de amor-próprio, auto-estima, de sairmos da nossa zona de conforto e de nos conduzirmos ao poder.

No nosso processo de gestão do medo, os nossos parceiros têm um papel importante. Eles reforçam os nossos medos e transferem e/ou projetam-nos os seus medos.

Porquê? Porque nos querem proteger. Mas não nos ajudam nesse sentido. Tudo o que precisamos de ouvir é que vai correr tudo bem, que vamos ter sucesso e que temos tudo o que precisamos para lá chegar.

Cada vez que deixamos de tomar uma decisão, estamos a escolher privar-nos do que a vida tem para oferecer.

 

E aqui é importante moldarmos o nosso pensamento de forma a que o erro e o fracasso se tornem impossíveis. Só assim teremos reunidas as condições para tomarmos as nossas decisões sem medos.

É preciso compreender que qualquer resultado que venha das nossas decisões é bom, porque nos aproxima dos nossos objetivos. Porque, aconteça o que acontecer, permite-nos adquirir mais conhecimento, tentar de novo e assim aumentar a probabilidade de sermos bem sucedidos na próxima tentativa.

O mais importante neste processo é a aceitação e o reforço dos aspetos positivos que servirão de alavanca às nossas realizações.

 

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