Arquivo de desafio - Paulo de Vilhena
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No outro dia, vi na internet uma entrevista a Roberta Matuson, autora de vários livros na área de liderança como The Magnetic Leader. Partilho convosco um exemplo muito interessante que ela deu, que nos permite refletir sobre a importância da inovação. Penso ser relevante para todas as pessoas, em particular para aquelas que tomam decisões em empresas. Pensem na Disneyland ou outro parque temático semelhante. Quando entramos no parque temos normalmente dois corredores à frente: um pela direita e outro pela esquerda. Está provado estatisticamente que a grande maioria das pessoas segue pelo corredor da direita. Nós, mesmo que não tenhamos inclinação para escolher a direita, entrando num sítio que desconhecemos, seguimos instintivamente e, por isso, lá vamos pelo caminho da direita. Se já foram a um parque deste género, sabem que todas as atrações têm filas intermináveis, que temos de estar muitas vezes mais de uma hora para conseguir…

Esta semana, em conversa com um cliente, ele dizia-me que talvez não tivesse nascido para ser empresário porque tinha muitos medos e receios. A minha resposta foi simples: “Todos temos medos, todos temos receio e é por isso mesmo que sobrevivemos. Pois se não tivéssemos medo morríamos rapidamente. Temos que ser cautelosos e dar ouvidos às nossas preocupações ao mesmo tempo que somos corajosos e não deixamos que os nossos medos nos paralisem.” Sim, porque ter coragem não significa não ter medo. Ter coragem significa conseguir lidar com os nossos medos e não deixar que eles nos impeçam de lutar pelos nossos sonhos. Os empresários de sucesso são corajosos. Porque sentem que a coragem é fundamental para atingirem os seus objetivos e sabem que sem ela ficarão aquém daquilo que querem para a sua vida. Ter coragem não implica fazer coisas loucas, nem correr riscos mal calculados. Significa estar sempre…

Nos meus cursos, costumo falar de uma linha a que chamo “a linha da vida”. O facto de vivermos acima ou abaixo desta linha determina aquilo que conseguimos alcançar na vida. Este foi um princípio que aprendi com Brad Sugars. Regra geral, tendemos a viver abaixo da linha! Porque, de alguma maneira, somos condicionados a fazê-lo pela nossa família, sociedade e ambiente onde nascemos e crescemos. E quando é que vivemos abaixo da linha? Cada vez que encontramos uma desculpa para aquilo que não aconteceu e devia ter acontecido. Sempre que dizemos que a culpa é da economia, das circunstâncias, da escola onde andámos, do sol, da chuva, do passar das estações do ano… o que quer que seja…. Cada vez que arranjamos um álibi para alguma coisa que não correu da forma como queríamos, criamos condições para nunca sermos bem-sucedidos. Quando dizemos que uma entrega não foi feita porque…

Comemorar as vitórias é um ponto fundamental em qualquer empresa. São momentos muito importantes para todos. Por isso, devem ser reforçados como momentos memoráveis e devem incentivar o esforço no cumprimento dos objetivos. Todas as empresas devem ser geridas por objetivos claros, por um planeamento detalhado das ações para atingir esses objetivos e por uma monitorização constante dos indicadores-chaves desse plano. Essa monitorização é fundamental pois permite manter o ritmo necessário para manter uma execução consistente do plano. Aquilo que nós aconselhamos os nossos clientes a fazerem é transformarem o acompanhamento das métricas num jogo. Um jogo que é jogado ao minuto e em que cada venda é celebrada por todos. É importante que todos sintam que cada pequena conquista é um passo que estamos a dar todos juntos em direção ao objetivo da empresa. Este jogo deve ser jogado por todos. Cada um deve perceber o seu papel no…

O Ano Novo é normalmente altura de tomar algumas decisões importantes. Grande parte dos empresários com que me vou cruzando têm-me questionado sobre o que devem esperar de 2019. Será que a economia vai crescer? Será que as previsões do governo ou de outros economistas se materializam? Será que as previsões são otimistas ou pessimistas? Como é que a carga fiscal vai evoluir? Que impacto vão ter as eleições que se aproximam? A minha resposta tende a ser sempre a mesma. Para mim, não devemos estar preocupados com aquilo que vai acontecer no mercado, na economia ou noutras áreas do conhecimento. Devemos sim estar preocupados com aquilo que nós podemos de facto fazer para que 2019 se torne um bom ano. Então o meu desafio para 2019 é o de nos concentrarmos em absoluto naquilo que nós controlamos. E esquecermos aquilo que não podemos controlar. Por isso, vou falar-lhe…

Quando começamos a pensar em algo novo, ou em algo que está fora da nossa zona de conforto, as pernas tremem, os braços suam e sentimos umas borboletas na barriga… Porque nunca sabemos quando é altura perfeita avançar. Há inúmeras reações que podemos ter: 1) Há quem siga de uma forma aventureira, sem qualquer preparação; 2) Há quem fique completamente bloqueado e não faça mesmo nada; 3) Há quem procure mais informação para tentar perceber os riscos que poderá estar a correr e fique parado a pensar no assunto; 4) Há também quem vá andando devagar, pé ante pé, tentando perceber os novos terrenos, não ficando paralisado, mas também não avançando sem rede. E o meu discurso é para aqueles que não dão um passo, até se considerarem completamente preparados, até encontrarem o momento perfeito, quando tudo estiver estudado e sabido para o resultado sair perfeito… enfim os perfecionistas paralisados.…

Segundo Jack Welch, um dos mais conceituados gestores da História, no que toca ao desempenho, os colaboradores de qualquer empresa distribuem-se ao longo daquilo que, em Estatística, se designa por uma curva normal. Posto isto, para este gestor, que liderou a mítica General Electric, para aumentar a performance média o aspeto mais importante é praticar diferenciação no tratamento dos colaboradores. Nesta curva temos uma franja relativamente pequena que são os colaboradores de melhor performance. Depois, no centro, temos a maior parte das pessoas e, no lado oposto, os colaboradores de pior performance. Então para fazer crescer a performance da equipa é preciso deslocar a média do grupo para o lado dos colaboradores de alta performance. Segundo Jack Welch, para fazer crescer a performance da equipa temos de cuidar mais dos 20% melhores, dedicar algum tempo aos 70% da média e dar programas de treino aos 10% piores, para que…

Todos temos medos, e os empresários não são exceção. Já investiguei sobre este assunto, e os principais medos dos empresários são os mais comuns, como o medo de falhar, o medo de não ter capacidade para honrar os seus compromissos ao final do mês, o medo dos clientes não ficarem satisfeitos, o medo de perder todos os clientes… Mas na lista dos seus maiores medos aparece também um quase paradoxal: o medo de fazer crescer a empresa. Por que terão os empresários medo de fazer crescer a empresa? A maioria dos empresários são técnicos que criaram a sua própria empresa, na sua área de especialização. E, na maior parte dos casos, ainda têm um envolvimento muito elevado com as fases produtivas, mantendo assim um controlo muito apertado das pessoas e do que se faz internamente. Estes empresários têm um sentido de posse muito grande sobre tudo o que é feito na…

Hoje falo-lhe do segundo passo da receita do sucesso: objetivos. Já sabemos que o processo de realização humana começa com um sonho. Mas há uma altura em que temos de transformar os sonhos em algo mais concreto, em objetivos. É nesta fase que decidimos que vamos realmente atingir um determinado resultado. Da minha experiência com equipas comerciais, o fator que identifico como o principal limitador ao desempenho dos profissionais é a inexistência de objetivos. E a nossa capacidade de definir metas é provavelmente a principal competência para o sucesso. No geral, nas várias áreas da vida, penso que somos fracos a definir objetivos. Principalmente porque os confundimos com desejos. Um objetivo é qualquer coisa que considero inegociável, ou seja, vai acontecer. Enquanto um desejo é algo que acontece se o universo se organizar nesse sentido. Há também quem associe a felicidade à realização de determinados objetivos. Mas não há nada de mais…

Quando “sobressistematizamos” uma empresa… E deixamos que os sistemas se tornem mais importantes do que as pessoas e do que a relação com o mercado, esta empresa terá tendência a degenerar para o que aprendemos a classificar como o outono. No outono a empresa parece estar numa passadeira. Começa a fazer-se muito esforço para pouco progresso. A empresa foca-se mais na informação do que na ação. Mais na forma do que no conteúdo, começando a dar demasiada importância aos processos. O crescimento começa a abrandar de uma forma significativa no que se refere às vendas. A esse abrandamento das vendas segue-se normalmente uma maior pressão sobre as margens com consequências inevitáveis numa menor capacidade de gerar cash flow. Nesta fase começa a haver alguma tendência para a negação. Isto acontece porque os executivos não querem aceitar que estão a iniciar uma curva descendente. Dessa forma, as más notícias começam a ser…