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No último dia 12 de abril foi apresentado um estudo por uma fundação portuguesa no qual se estima que a idade da reforma deve aumentar até aos 69 anos, em 2025, de modo a evitar que o pagamento de pensões tenha que ser feito com recurso ao Fundo de Equilíbrio Financeiro da Segurança Social. Após a apresentação do estudo, que apontava para a necessidade de aumentar a idade da reforma em três anos, multiplicaram-se as publicações nas redes sociais que entenderam essa proposta inscrita num estudo como um dado adquirido. E o caos instalou-se entre os contribuintes mais desatentos. Mas, independentemente de nos próximos anos a idade da reforma vir a aumentar ou diminuir, assim como o valor das pensões, haverá realmente motivo para nos preocuparmos? Na verdade, se realmente procuramos a independência financeira, termos assegurada uma pensão quando já não estivermos em idade ativa não nos deve deixar minimamente descansados. Por…

A maior parte de nós tem apenas uma fonte de rendimento: o salário. Mas se a essa remuneração juntarmos outras fontes de rendimento, e se formos disciplinados e cuidadosos na gestão do dinheiro, poderemos ter uma reforma milionária. Isto porque atingir a independência financeira através de uma poupança construída por acumulação de salários (ou melhor, do que sobra depois de todas as nossas despesas) é claramente difícil. Podemos ainda, de acordo com a nossa exigência e expetativa financeira, criar uma alavanca que nos permita aumentar exponencialmente a nossa capacidade de poupança. Daí resultará um aumento dos nossos investimentos e, consequentemente, o aumento da capitalização dos nossos recursos. Existem inúmeras possibilidades de fontes de rendimento além do salário. Vejamos: Part-time Imaginemos que tem um trabalho a full-time que lhe dê uma fonte de rendimento que permita pagar todas as despesas correntes do seu agregado familiar. Pode dedicar duas a quatro horas…

De acordo com um estudo realizado em vários países desenvolvidos, apenas 2% dos reformados consegue subsistir por si mesmos. Acha que vai fazer parte deste grupo? A primeira coisa a saber é onde está a gastar o seu dinheiro. Segundo aquele estudo, quando chega a idade da reforma, 45% das pessoas passa a depender de familiares; 30% depende da Segurança Social ou de instituições de caridade; 23% continua a trabalhar; e apenas os restantes 2% consegue substituir por si mesmos (sendo que apenas 1% consegue sustentar-se sem perder património). Mas o cenário tende a piorar. Atualmente, dadas as alterações nas taxas de natalidade, a probabilidade de não virmos a ter uma reforma, apesar de todos os descontos que fizemos, é muito elevada. Quando, em 1889, Bismarck estabeleceu a idade da reforma aos 65 anos na Alemanha, a esperança média de vida era de 45 anos, e seriam poucos os que…