Todos nós temos medos | Conteúdos Paulo de Vilhena

Esta semana, em conversa com um cliente, ele dizia-me que talvez não tivesse nascido para ser empresário porque tinha muitos medos e receios.

A minha resposta foi simples:

“Todos temos medos, todos temos receio e é por isso mesmo que sobrevivemos. Pois se não tivéssemos medo morríamos rapidamente. Temos que ser cautelosos e dar ouvidos às nossas preocupações ao mesmo tempo que somos corajosos e não deixamos que os nossos medos nos paralisem.”

Sim, porque ter coragem não significa não ter medo. Ter coragem significa conseguir lidar com os nossos medos e não deixar que eles nos impeçam de lutar pelos nossos sonhos.

Os empresários de sucesso são corajosos. Porque sentem que a coragem é fundamental para atingirem os seus objetivos e sabem que sem ela ficarão aquém daquilo que querem para a sua vida. Ter coragem não implica fazer coisas loucas, nem correr riscos mal calculados. Significa estar sempre disponível para dar o primeiro passo, em direção a algo que se receia, mas que se sabe ser relevante para ter sucesso.

Normalmente as pessoas mais corajosas são aquelas que são confiantes, que sabem o que querem, que traçaram o caminho que têm de fazer para atingir os seus objetivos. Tendencialmente as pessoas mais felizes são mais corajosas. Porque estão mais disponíveis para correr riscos, para sair da sua zona de conforto.

A boa notícia é que coragem, como qualquer outra capacidade, pode ser aprendida e treinada. Se praticar lidar com os seus medos, cada vez mais vai ser capaz de o fazer. E cada vez mais vai saber ultrapassar esse obstáculo com menos dificuldade.

É muito importante definir onde se quer ser mais corajoso e praticá-lo recorrentemente. Perceber quais os medos que o estão a limitar e a impedir que se aproxime dos seus objetivos e aprender a ultrapassá-los.

Todos nós somos capazes de muito mais do que pensamos. O ser humano tem dentro de si todas as capacidades de que precisa. Mas para isso é fundamental que procure essas capacidades e aprenda a utilizá-las. Então é fundamental ter a coragem de experimentar algo que se desconhece ser capaz.

Qualquer coisa que queira fazer bem, tem de começar por fazer mal. É sempre assim. Nenhuma criança começou a andar sem antes dar umas vezes com o rabo no chão. As crianças caem e levantam-se, caem e levantam-se… até ao dia em que começam a ter equilíbrio e começaram a andar. E, se hoje pensarmos no processo de andar, já somos inconscientemente capazes. Já nem sabemos o que precisamos de fazer para andar. Já não pensamos que temos que pôr um pé à frente do outro e também já não nos lembramos de quão difícil foi o processo no início.

Outro ponto muito importante é não se queixar das dificuldades que vão aparecendo. Faça o que tem a fazer! Corra atrás do que sonha!

Isso implica esforço com certeza. Mas se sabe o que quer e isso lhe traz bons resultados, não há nada que o faça parar! Não há medo que o possa paralisar.

Coloque o melhor de si em tudo o que faz. Encontre as suas capacidades, desenvolva as que ainda não estão no seu melhor e, controlando os seus medos, nada o irá parar!

Mariana Arga e Lima
Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

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