Arquivo de independência financeira - Paulo de Vilhena
Tag

independência financeira

Browsing

A esmagadora maioria das pessoas chega à idade da reforma sem a capacidade de se autossustentar. Apenas 3% das pessoas conseguem chegar à reforma sem depender de mais ninguém. Os outros 97% dependem de alguém ou de alguma coisa, seja de um regime de Segurança Social, de caridade, de apoio familiar ou mesmo de continuar a trabalhar depois da idade da reforma. Isto porque durante a sua vida de trabalho não conseguiram acumular dinheiro ou ativos que depois os sustentassem durante a reforma. Dos 3% que não dependem de ninguém, 2% dependem daquilo que acumularam durante a sua vida financeira, e apenas 1% representam aquilo que eu pessoalmente considero ser financeiramente independente. Ou seja, são pessoas que são capazes de levar o estilo de vida que pretendem, sem limitações, vivendo apenas do retorno dos ativos em que investiram pessoalmente e sem consumir nenhum tipo de riqueza. Este é para mim…

Ainda que sejam percebidos como ativos mais voláteis que outros bens móveis, as ações são historicamente o investimento que apresenta um comportamento mais rentável no mercado. Na realidade, a maior volatilidade só acontece quando a análise é feita em períodos curtos. Quando analisamos períodos longos, a diferença torna-se praticamente irrelevante. Quando comparadas com as obrigações, por exemplo, as ações apresentam, historicamente e analisando longos períodos, um retorno de cerca de 7% acima da inflação. É por isso o melhor mecanismo de criação de riqueza e de proteção contra a inflação. Historicamente, as ações são o melhor e mais seguro investimento no que respeita à preservação e aumento do poder de compra. Para além disso, excetuando os dividendos, só há incisão fiscal sobre elas quando as vendemos. As ações são um ativo seguro, mas devemos saber como nos comportar relativamente a este investimento. Há duas formas de nos posicionarmos na aquisição…

A Lei de Parkinson, aplicada às finanças pessoais, revela-nos que os nossos gastos crescem na direta proporção das nossas receitas. Isso torna mais complicada (ou melhor, desafiante!) a nossa missão de reunir massa crítica para realizar os nossos investimentos ou criar uma poupança. Independentemente dos nossos ganhos, temos de conter os gastos o mais possível abaixo das nossas receitas. Só assim conseguiremos alcançar a independência financeira. Então, para conseguir fazer esse controlo a primeira tarefa a realizar consiste em ter uma perceção real das nossas despesas. Portanto, comece por fazer uma lista dos seus gastos habituais. Depois faça uma análise dessas despesas no sentido de ver onde poderia reduzir pelo menos 10% em cada uma das áreas. Verá que é possível fazê-lo sem alterar a sua qualidade de vida. Vejamos onde poderia aplicar essa redução: Alimentação Gastar muito dinheiro em alimentação nem sempre é sinónimo de comer bem do ponto de vista…

Os juros sobre juros tanto podem ser um auxiliar precioso na formação de riqueza como o maior problema da nossa dívida. Como explico no meu livro O Mapa da Independência Financeira, trata-se de capitalização negativa! Muitas vezes, quando o nosso rendimento resulta de um salário passamos a esmagadora maioria do ano a trabalhar para pagar ora impostos ora dívidas, como a hipoteca da habitação, créditos para automóvel, cartões de crédito, etc. E lá para o fim do ano, só depois de trabalharmos para o Estado e para o banco – digamos assim – é que começamos a trabalhar para nós. Claro que é nossa obrigação pagar as dívidas que contraímos ao banco, tal como os nossos impostos. Mas, para caminharmos em direção à independência financeira, é essencial que reduzamos o tempo que trabalhamos para essas entidades e aumentemos o tempo que trabalhamos para nós. Isso será também um incentivo para…

Os passivos são o que, nas nossas vidas, representa uma responsabilidade constante. Os passivos geram despesas, enquanto os ativos geram receitas. Infelizmente, e na maior parte das famílias de classe média, o valor dos passivos ultrapassa o dos ativos, o que significa que o nosso património líquido tem um valor negativo. Por exemplo, a nossa casa, apesar de contabilisticamente ser um ativo, não gera rentabilidade, mas sim despesa. Portanto, para efeitos de independência financeira, trata-se de um passivo. Poderemos considerá-la, quando muito, um mal necessário, uma vez que precisamos de ter um teto e sentir alguma segurança. Todavia,  ter casa não gera nenhum tipo de retorno financeiro. Para muitas famílias, as receitas servem exclusivamente para fazer face às despesas com os passivos e assim gera-se apenas despesa e não património líquido. Ora, criar riqueza financeira consiste em construir património líquido, cujo equivalente contabilístico será o capital próprio. Ou seja, é…

Regra geral, somos educados ao longo da nossa vida a pensar que ter casa própria é o maior, e mesmo o melhor, investimento da nossa vida. Mas, se a nossa intenção for alcançar a independência financeira ou construir riqueza, será que isto é verdade? Eu costumo dizer que a casa é um mal necessário. Do ponto de vista da gestão dos ativos, ter casa própria gera uma série de despesas, nomeadamente um encargo com a casa propriamente dita, independentemente da forma como a compramos. Se pagarmos a pronto, temos uma saída de dinheiro que no futuro não vai gerar nenhum tipo de entradas, ou seja, não vai gerar nenhum tipo de fluxo de caixa favorável para nós. Imaginem que eu gasto 300 mil euros a comprar uma casa para habitação. Se eventualmente um dia a quiser vender, ainda que a valorização média ao longo do tempo dos imóveis tenda a…

Hoje falo-vos de despesas e do ciclo mensal da poupança. Os nossos gastos crescem na direta proporção das nossas receitas. Se o seu objetivo é alcançar a independência financeira numa vida longa e eticamente responsável, é imprescindível que mantenha as despesas dentro de limites muito rigorosos e abaixo do que ganha. Seja ponderado nas suas compras a priori O primeiro passo para poupar e acumular riqueza é o controlo racional dos custos. Quanto mais afincadamente controlar as suas despesas mais perto vai estar da independência financeira. Seja a nível pessoal seja a nível profissional, este é um trabalho de reflexão que deve ser feito antes de cada compra. Explore o mercado, seja um consumidor informado e decida antes de fazer as compras para assegurar que aquele foi um gasto ponderado e uma boa decisão. Evite compras por impulso Todos os dias os departamentos de marketing estudam e criam novas…

Qual é o truque que eu posso usar na minha vida pessoal para garantir que comece a conseguir fazer uma poupança financeira? Costumo dizer que quanto a essa questão não tenho grandes dúvidas : Pague a si próprio primeiro! Existe um livro fantástico sobre este tema de finanças pessoais, The Automatic Millionaire, da autoria de David Bach,  que foca essencialmente essa ideia. Em rigor, o que significa pagar primeiro a si próprio? Há uma diferença grande de pensamento entre as pessoas que acumulam algum tipo de dinheiro e aquelas que, por alguma razão, por muito que ganhem não conseguem lá chegar. E a razão é muito simples. Nós tendemos a ganhar dinheiro, gastar dinheiro e poupar o que sobrar. E normalmente não sobra grande coisa… As pessoas que conseguem acumular uma quantidade significativa de dinheiro  fazem  o contrário.  Ganham dinheiro, poupam dinheiro e gastam o que sobra. Ou seja, pagam…

A terceira edição d’O Mapa da Independência Financeira será lançada ainda neste ano, o que me deixa muito satisfeito). Este livro baseia-se na minha própria história de vida e tem origem, inicialmente, nas experiências de negócios que vivi quando trabalhei na banca, na área de gestão de fortuna. Um dos fatores que me levou a escrever este livro foi a convicção de que a independência financeira oferece a cada um de nós a possibilidade de sermos felizes. Ora, podemos ser felizes com mil euros mensais ou com um milhão. Compete justamente a cada um de nós definir o nível de vida que nos faz felizes… Os valores que estabelecemos como inegociáveis…  E a quantia de dinheiro necessária para podermos experienciar esse estilo de vida e proteger esses valores. O dinheiro não traz felicidade, segundo o pensamento mais generalizado. Concordo com a afirmação, mas não no sentido em que é normalmente interpretada.…

O que é, afinal, o sucesso? Será que aquilo que é fundamental para termos sucesso nas vendas é diferente do que necessitamos para ter sucesso na vida? Na minha opinião, não é assim tão diferente. Aquilo de que necessitamos para ter sucesso em vendas é quase a mesma coisa de que necessitamos para ter sucesso em qualquer outra área da nossa vida. Acredito que só temos sucesso a longo prazo na atividade comercial quando conseguimos alinhar as nossas características principais como indivíduos com alguns princípios básicos da atividade e também com alguns princípios mentais da natureza. Quando conseguimos que o que somos esteja alinhado com estes princípios, aí sim, reunimos as condições para ver materializado o sucesso que tanto procuramos. E para termos sucesso nesta atividade, temos antes de nos tornar o tipo de pessoa que tem sucesso nela. É esse alinhamento que defendo que existe nos comerciais de primeira linha.…