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independência financeira

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Criar uma poupança é fundamental para podermos realizar os nossos investimentos ou mesmo para eliminarmos de vez as nossas dívidas. Por isso hoje trago-lhe 3 dicas práticas para começar a sua poupança mensal. #1 – Guarde todas as moedas de 2€ Eu normalmente aconselho que as pessoas façam pequenos jogos para conseguir poupar. Nós precisamos de encontrar desculpas para poupar, porque o que a nossa cabeça faz normalmente é o contrário. Encontra desculpas para gastar o dinheiro! As pessoas que me seguem sabem que eu há uns anos que tenho a brincadeira de guardar todas as moedas de dois euros que me passam pelas mãos. Comecei com a fazê-lo quando escrevia o meu livro “O Mapa da Independência Financeira”, exatamente com a ideia de encontrar motivos para poupar quando a maior parte das pessoas encontra motivos para gastar. A minha experiência com isto e foi uma brincadeira que comecei a…

Certamente já me ouviu falar, e muito, sobre independência financeira. Mas acredito que este possa ser um termo que ainda não esteja absolutamente claro para si. No meu entendimento, a independência financeira é o grande objetivo de vida que se pode ter ao nível das Finanças Pessoais. Na prática, é conseguirmos chegar a uma fase da vida em que os ativos em que pessoalmente investimos alimentam o estilo de vida que queremos levar sem nenhum tipo de restrição. Quando alcançamos a independência financeira, não dependemos de ninguém, nem de nenhuma instituição, e vivemos de acordo com as nossas expetativas sem sem destruir nenhum tipo de riqueza. Então, o fator determinante na independência financeira não é o dinheiro que possuímos, mas sim a rentabilidade deste dinheiro. Só somos financeiramente independentes quando pudemos sustentar o estilo de vida que desejamos levar apenas com os rendimentos dos ativos em que investimos. E porque…

Podemos ganhar 800, 1000, 2000 ou 5000 euros, ser casados e ter filhos ou solteiros a morar na casa dos pais, mas existe um fator decisivo para que consigamos criar uma poupança e trabalhar para a nossa independência financeira. Que tipo de vida acha que levam os grandes milionários?  Se calhar tem uma ideia errada… “A maioria dos milionários tinham um estilo de vida perfeitamente frugal, e ninguém diria que seriam milionários e geriam uma fortuna.” Esta é uma das conclusões do estudo estatístico feito pelos autores do livro “The Millionaire Next Door” que identificaram as principais características dos maiores milionários. Despesas e gastos A maior parte das pessoas percebe muito rapidamente quando começa a trabalhar que as despesas se expandem na direta proporção das riquezas. Eu próprio passei por isso até aos meus 30 anos de idade. Tinha uma carreira promissora na banca como gestor de fortunas, o…

A esmagadora maioria das pessoas chega à idade da reforma sem a capacidade de se autossustentar. Apenas 3% das pessoas conseguem chegar à reforma sem depender de mais ninguém. Os outros 97% dependem de alguém ou de alguma coisa, seja de um regime de Segurança Social, de caridade, de apoio familiar ou mesmo de continuar a trabalhar depois da idade da reforma. Isto porque durante a sua vida de trabalho não conseguiram acumular dinheiro ou ativos que depois os sustentassem durante a reforma. Dos 3% que não dependem de ninguém, 2% dependem daquilo que acumularam durante a sua vida financeira, e apenas 1% representam aquilo que eu pessoalmente considero ser financeiramente independente. Ou seja, são pessoas que são capazes de levar o estilo de vida que pretendem, sem limitações, vivendo apenas do retorno dos ativos em que investiram pessoalmente e sem consumir nenhum tipo de riqueza. Este é para mim…

Ainda que sejam percebidos como ativos mais voláteis que outros bens móveis, as ações são historicamente o investimento que apresenta um comportamento mais rentável no mercado. Na realidade, a maior volatilidade só acontece quando a análise é feita em períodos curtos. Quando analisamos períodos longos, a diferença torna-se praticamente irrelevante. Quando comparadas com as obrigações, por exemplo, as ações apresentam, historicamente e analisando longos períodos, um retorno de cerca de 7% acima da inflação. É por isso o melhor mecanismo de criação de riqueza e de proteção contra a inflação. Historicamente, as ações são o melhor e mais seguro investimento no que respeita à preservação e aumento do poder de compra. Para além disso, excetuando os dividendos, só há incisão fiscal sobre elas quando as vendemos. As ações são um ativo seguro, mas devemos saber como nos comportar relativamente a este investimento. Há duas formas de nos posicionarmos na aquisição…

A Lei de Parkinson, aplicada às finanças pessoais, revela-nos que os nossos gastos crescem na direta proporção das nossas receitas. Isso torna mais complicada (ou melhor, desafiante!) a nossa missão de reunir massa crítica para realizar os nossos investimentos ou criar uma poupança. Independentemente dos nossos ganhos, temos de conter os gastos o mais possível abaixo das nossas receitas. Só assim conseguiremos alcançar a independência financeira. Então, para conseguir fazer esse controlo a primeira tarefa a realizar consiste em ter uma perceção real das nossas despesas. Portanto, comece por fazer uma lista dos seus gastos habituais. Depois faça uma análise dessas despesas no sentido de ver onde poderia reduzir pelo menos 10% em cada uma das áreas. Verá que é possível fazê-lo sem alterar a sua qualidade de vida. Vejamos onde poderia aplicar essa redução: Alimentação Gastar muito dinheiro em alimentação nem sempre é sinónimo de comer bem do ponto de vista…

Os juros sobre juros tanto podem ser um auxiliar precioso na formação de riqueza como o maior problema da nossa dívida. Como explico no meu livro O Mapa da Independência Financeira, trata-se de capitalização negativa! Muitas vezes, quando o nosso rendimento resulta de um salário passamos a esmagadora maioria do ano a trabalhar para pagar ora impostos ora dívidas, como a hipoteca da habitação, créditos para automóvel, cartões de crédito, etc. E lá para o fim do ano, só depois de trabalharmos para o Estado e para o banco – digamos assim – é que começamos a trabalhar para nós. Claro que é nossa obrigação pagar as dívidas que contraímos ao banco, tal como os nossos impostos. Mas, para caminharmos em direção à independência financeira, é essencial que reduzamos o tempo que trabalhamos para essas entidades e aumentemos o tempo que trabalhamos para nós. Isso será também um incentivo para…

Os passivos são o que, nas nossas vidas, representa uma responsabilidade constante. Os passivos geram despesas, enquanto os ativos geram receitas. Infelizmente, e na maior parte das famílias de classe média, o valor dos passivos ultrapassa o dos ativos, o que significa que o nosso património líquido tem um valor negativo. Por exemplo, a nossa casa, apesar de contabilisticamente ser um ativo, não gera rentabilidade, mas sim despesa. Portanto, para efeitos de independência financeira, trata-se de um passivo. Poderemos considerá-la, quando muito, um mal necessário, uma vez que precisamos de ter um teto e sentir alguma segurança. Todavia,  ter casa não gera nenhum tipo de retorno financeiro. Para muitas famílias, as receitas servem exclusivamente para fazer face às despesas com os passivos e assim gera-se apenas despesa e não património líquido. Ora, criar riqueza financeira consiste em construir património líquido, cujo equivalente contabilístico será o capital próprio. Ou seja, é…

Regra geral, somos educados ao longo da nossa vida a pensar que ter casa própria é o maior, e mesmo o melhor, investimento da nossa vida. Mas, se a nossa intenção for alcançar a independência financeira ou construir riqueza, será que isto é verdade? Eu costumo dizer que a casa é um mal necessário. Do ponto de vista da gestão dos ativos, ter casa própria gera uma série de despesas, nomeadamente um encargo com a casa propriamente dita, independentemente da forma como a compramos. Se pagarmos a pronto, temos uma saída de dinheiro que no futuro não vai gerar nenhum tipo de entradas, ou seja, não vai gerar nenhum tipo de fluxo de caixa favorável para nós. Imaginem que eu gasto 300 mil euros a comprar uma casa para habitação. Se eventualmente um dia a quiser vender, ainda que a valorização média ao longo do tempo dos imóveis tenda a…

Hoje falo-vos de despesas e do ciclo mensal da poupança. Os nossos gastos crescem na direta proporção das nossas receitas. Se o seu objetivo é alcançar a independência financeira numa vida longa e eticamente responsável, é imprescindível que mantenha as despesas dentro de limites muito rigorosos e abaixo do que ganha. Seja ponderado nas suas compras a priori O primeiro passo para poupar e acumular riqueza é o controlo racional dos custos. Quanto mais afincadamente controlar as suas despesas mais perto vai estar da independência financeira. Seja a nível pessoal seja a nível profissional, este é um trabalho de reflexão que deve ser feito antes de cada compra. Explore o mercado, seja um consumidor informado e decida antes de fazer as compras para assegurar que aquele foi um gasto ponderado e uma boa decisão. Evite compras por impulso Todos os dias os departamentos de marketing estudam e criam novas…