Como refrear o nosso ímpeto consumista? | Conteúdos Paulo de Vilhena

Para caminharmos em direção à independência financeira é crítico que consigamos controlar o nosso ímpeto consumista. Fazê-lo é relativamente fácil do ponto de vista teórico, mas é obviamente mais difícil de executar na prática.

Na minha opinião, a primeira coisa que temos de entender é quanto queremos de facto ser um dia financeiramente independentes. Estamos realmente dispostos a abdicar da gratificação imediata, do impulso consumista, a favor de um resultado de longo prazo muitíssimo superior?

Isto porque não há forma de criar nenhum tipo de riqueza ao longo do tempo sem que vivamos abaixo dos nossos meios. Por isso, é imperativo que refreemos de alguma forma o nosso impulso consumista.

As estimativas apontam que entre 20 a 30% das nossas despesas anuais sejam realizadas em coisas que nós de facto não precisamos. Ou seja, gastamos parte significativa do nosso dinheiro em bens e serviços que não melhoram a nossa qualidade de vida.

Nós simplesmente cedemos a um impulso consumista e resolvemos comprar coisas que, em rigor, não precisamos. E isso acontece mais vezes do que imaginamos. Acontece quando vamos ao supermercado, quando damos um passeio no centro comercial, e muitas vezes até quando gerimos as despesas correntes e fixas da nossa casa.

Muitos de nós temos dificuldade em manter uma dieta alimentar saudável. Consequentemente, continuamos a consumir alimentos que não devemos e muitos até que nos fazem mal. Ora, o mesmo acontece com as nossas finanças pessoais. Muitos de nós também temos uma grande dificuldade em manter uma dieta do ponto de vista das nossas despesas.

Então, a única forma que eu conheço de contornar essa situação é exatamente termos um bom plano, tal como fazemos para controlar a nossa alimentação.

No controlo das nossas finanças pessoais, termos um bom plano que preveja um orçamento que se relacione com os custos previsíveis para um mês e para um ano é essencial.

Assim devemos definir quanto é que podemos gastar por mês e em cada área da nossa vida, e também quais são as receitas que prevemos ter em cada mês e em cada ano. É sempre importante relembrar que os nossos custos têm de ser sempre consideravelmente inferiores às nossas receitas. Porque só assim conseguiremos gerar excedente. Excedente esse que deve depois ser investido a cada mês ou a cada trimestre.

Portanto, é essencial fazer um plano e criar uma disciplina de geração de excedente entre custos e proveitos. Depois é crítico desenvolver um plano de investimento desse excedente. Porque só poupar não nos leva muito longe!

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