Poupança financeira significativa | Como criar uma? Blog Paulo de Vilhena

Qual é o truque que eu posso usar na minha vida pessoal para garantir que comece a conseguir fazer uma poupança financeira?

Costumo dizer que quanto a essa questão não tenho grandes dúvidas : Pague a si próprio primeiro!

Existe um livro fantástico sobre este tema de finanças pessoais, The Automatic Millionaire, da autoria de David Bach,  que foca essencialmente essa ideia.

Em rigor, o que significa pagar primeiro a si próprio?

Há uma diferença grande de pensamento entre as pessoas que acumulam algum tipo de dinheiro e aquelas que, por alguma razão, por muito que ganhem não conseguem lá chegar. E a razão é muito simples. Nós tendemos a ganhar dinheiro, gastar dinheiro e poupar o que sobrar. E normalmente não sobra grande coisa…

As pessoas que conseguem acumular uma quantidade significativa de dinheiro  fazem  o contrário.  Ganham dinheiro, poupam dinheiro e gastam o que sobra. Ou seja, pagam a si próprias primeiro. Pagar a si próprio primeiro é um truque mas também um conceito básico de acumulação de riqueza.

É retirar uma percentagem de tudo aquilo que nós recebemos que vai diretamente para a nossa poupança. Essa percentagem tem de ser retirada antes de qualquer gasto, como se não tivéssemos ganho esse dinheiro. Imagine ser capaz de tirar 3%, 5%, 10% e com o tempo ir conseguindo aumentar essa mesma percentagem. À medida que a for aumentando o seu retorno será cada vez maior.

E tem de encarar esse valor como se de um imposto se tratasse, senão vai sempre encontrar um álibi para a gastar.

Então… tem de criar um imposto a si próprio!

Pagar a si próprio primeiro é tirar uma percentagem de tudo aquilo que ganha e colocá-la automaticamente  numa conta onde não vai tocar por nenhum pretexto. Isto é o que vai garantir que a sua reforma um dia será tranquila. E essa conta vai funcionar como um íman para atrair mais dinheiro e mais poupança no futuro.

Se arranjar álibis para mexer nesse dinheiro irá destruir todo esse processo. Quer ir de férias, olha para a conta,  vê que já tem um determinado montante… e acaba por gastá-lo.  Outras vezes, surge uma despesa com que não contava… e vai lá buscar dinheito à conta… 

Tem de ser absolutamente radical. Só há um motivo para lhe tocar : salvar a vida a alguém! Só mesmo por um motivo de força maior. 

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