Porque não consegue acumular dinheiro? | Conteúdos Paulo de Vilhena

A esmagadora maioria das pessoas chega à idade da reforma sem a capacidade de se autossustentar. Apenas 3% das pessoas conseguem chegar à reforma sem depender de mais ninguém. Os outros 97% dependem de alguém ou de alguma coisa, seja de um regime de Segurança Social, de caridade, de apoio familiar ou mesmo de continuar a trabalhar depois da idade da reforma. Isto porque durante a sua vida de trabalho não conseguiram acumular dinheiro ou ativos que depois os sustentassem durante a reforma.

Dos 3% que não dependem de ninguém, 2% dependem daquilo que acumularam durante a sua vida financeira, e apenas 1% representam aquilo que eu pessoalmente considero ser financeiramente independente. Ou seja, são pessoas que são capazes de levar o estilo de vida que pretendem, sem limitações, vivendo apenas do retorno dos ativos em que investiram pessoalmente e sem consumir nenhum tipo de riqueza.

Este é para mim o grande objetivo: chegar a uma fase em que os ativos em que pessoalmente investi alimentam o estilo de vida que eu quero levar sem nenhum tipo de limitação. Isto para que eu possa levar o estilo de vida a que aspiro sem destruir nenhum tipo de riqueza. Porque a partir do momento em que começamos a destruir riqueza, a nossa independência financeira passa a depender do ritmo dessa destruição e do número de anos que vivamos.

Mas porque é que a maior parte de nós não consegue acumular dinheiro?

Quando eu trabalhava com multimilionários, comecei a interrogar-me quanto a isto. Porque é que estas pessoas tinham muito mais dinheiro do que eu? Elas eram multimilionárias e eu não era, tal como a maior parte das pessoas que eu conhecia.

Inicialmente eu comecei por colocar uma série de possibilidades. Será que estas pessoas já teriam nascido ricas? Será que eram mais inteligentes do que a maior parte de nós? Será que teriam eventualmente estudado mais do que eu e que a maior parte das pessoas que eu conhecia? Ou será que estas pessoas tinham características físicas especiais que as faziam ganhar muito mais dinheiro?

Com o tempo, comecei a perceber que nenhuma dessas premissas era verdade. Nenhum dos meus clientes multimilionários tinha nascido rico. Tinham feito eles próprios a sua fortuna. E eu achava-os pessoas perfeitamente normais, tal como eu. Aliás, não me recordo de nenhum deles ter estudado mais do que eu. Não eram artistas, nem atletas de alta competição com características físicas que nós não tivéssemos todos.

Então porque é que estas pessoas conseguiam acumular alguma quantidade de dinheiro e eu continuava a passar ao lado disso?

O que concluí quando lhes perguntei é que estas pessoas acumularam quantidades de dinheiro muito significativas porque tinham um entendimento sobre o jogo do dinheiro que era muito diferente àquele que eu e todos os meus amigos de classe média tínhamos.

A verdade é que tinham um entendimento totalmente diferente dos princípios e das leis fundamentais da gestão do dinheiro. E por isso esses multimilionários tinham também a possibilidade de jogar com estratégias francamente diferentes.

Aquilo que eles faziam com o dinheiro era muito diferente daquilo que eu fazia. E por isso acumulavam dinheiro como eu não conseguia acumular. Foi aí que percebi o que fazia realmente a diferença.

Percebi que o fator mais decisivo, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, não é quanto se ganha mas sim o que se faz com aquilo que se ganha.

Você sabe onde está a gastar o seu dinheiro? Descubra neste artigo o que o distingue de um milionário.

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