Onde está a gastar o seu dinheiro? | Conteúdos Paulo de Vilhena

De acordo com um estudo realizado em vários países desenvolvidos, apenas 2% dos reformados consegue subsistir por si mesmos. Acha que vai fazer parte deste grupo? A primeira coisa a saber é onde está a gastar o seu dinheiro.

Segundo aquele estudo, quando chega a idade da reforma, 45% das pessoas passa a depender de familiares; 30% depende da Segurança Social ou de instituições de caridade; 23% continua a trabalhar; e apenas os restantes 2% consegue substituir por si mesmos (sendo que apenas 1% consegue sustentar-se sem perder património).

Mas o cenário tende a piorar.

Atualmente, dadas as alterações nas taxas de natalidade, a probabilidade de não virmos a ter uma reforma, apesar de todos os descontos que fizemos, é muito elevada. Quando, em 1889, Bismarck estabeleceu a idade da reforma aos 65 anos na Alemanha, a esperança média de vida era de 45 anos, e seriam poucos os que atingiriam este benefício. A percentagem de pagamentos era tão pequena que a Segurança Social teria sempre recursos em excesso.

Todavia, nos dias de hoje, nos países desenvolvidos, a esperança média de vida está nos 80 anos, com tendência para nas próximas três décadas se aproximar dos 100 anos. Isto significa que, nessa altura, teremos muito menos pessoas a produzir e muito mais pessoas a viver daqueles que produzem.

 

Por isso, contar com a sustentabilidade da Segurança Social para assegurar o nosso futuro será um pouco ingénuo.

 

Para garantir que vai ter uma velhice tranquila e uma reforma em abundância, precisa antes de mais de saber onde está (atualmente!) a gastar o seu dinheiro. Existem diferentes formas ou tempos em que podemos aplicá-lo:

  • Passado
    Quando contraímos dívidas para pagar despesas para as quais ainda não temos dinheiro, estamos a criar uma despesa para a vida, o que significa que estamos a aplicar o nosso dinheiro no passado.

  • Presente
    Estamos a gastar o nosso dinheiro no presente quando consumimos tudo o que ganhamos. Seguramente, se analisássemos os nossos gastos, haveria consumos que, apesar de irem ao encontro dos nossos desejos, não fariam parte das nossas necessidades.

  • Futuro
    Este é certamente o modo mais produtivo, do ponto de vista da independência financeira, de gastar o nosso dinheiro. Trata-se de aplicá-lo no futuro, isto é, investir o dinheiro num ativo que gere rendimentos ao longo do tempo.

 

Saiba onde ricos, pobres e classe média gastam o seu dinheiro e porque razão algumas pessoas acumulam grandes quantidades de riqueza e outras que, mesmo ganhando bastante dinheiro, não conseguem fazer essa acumulação. Leia este artigo.

2
Deixe um comentário

avatar
1 Comment threads
1 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
2 Comment authors
Paulo de VilhenaJose Luis Gouveia Recent comment authors
  Subscribe  
mais recente mais antigo com mais votos
Notifique-me se
Jose Luis Gouveia
Visitante
Jose Luis Gouveia
Paulo de Vilhena
Visitante

Agradecido José 😉 ~nb