O ciclo mensal da poupança | Conteúdos Paulo de Vilhena

Hoje falo-vos de despesas e do ciclo mensal da poupança. Os nossos gastos crescem na direta proporção das nossas receitas. Se o seu objetivo é alcançar a independência financeira numa vida longa e eticamente responsável, é imprescindível que mantenha as despesas dentro de limites muito rigorosos e abaixo do que ganha.

 

Seja ponderado nas suas compras a priori

O primeiro passo para poupar e acumular riqueza é o controlo racional dos custos. Quanto mais afincadamente controlar as suas despesas mais perto vai estar da independência financeira. Seja a nível pessoal seja a nível profissional, este é um trabalho de reflexão que deve ser feito antes de cada compra. Explore o mercado, seja um consumidor informado e decida antes de fazer as compras para assegurar que aquele foi um gasto ponderado e uma boa decisão.

 

Evite compras por impulso

Todos os dias os departamentos de marketing estudam e criam novas formas de apressar as suas decisões e de lhe criar necessidades e urgências que, na verdade, não tem. Por isso, fazer compras conscientes passa também por este processo de distanciamento das compras alienadas, impulsivas, baseadas no encanto das abordagens publicitárias e na capacidade aditiva de certos produtos ou serviços.

Uma boa forma de evitar estar exposto a estes gastos alienados é ir às compras com uma lista de necessidades bem definida. E tentar segui-la o mais à risca possível. Outra boa maneira de evitar que estas despesas pesem demasiado no final do mês é cozinhar as suas refeições e levar para o trabalho. Porque comer todos os dias fora impacta de forma significativa a alocação do seu rendimento mensal. Isto já não falando de questões relacionadas com o controlo daquilo que come, que é muito maior quando cozinha.

Uma outra forma de controlo passa por transferir certos gastos para meses mais folgados. Ou seja, se neste mês tem mais contas para pagar do que no próximo, então deixe os gastos extra e não prioritários para outro mês. Aqui falo de despesas que não são mensais, mas anuais ou trimestrais. Um vestido para o casamento que tem no verão, um relógio novo ou umas férias, por exemplo.

 

Olhe para as suas despesas com uma atitude poupada, mas não forreta. E seja extremamente ponderado (e até repulsivo) em relação ao crédito, que considero o cancro das finanças pessoais.

 

Organize as suas despesas no final do mês

Existem várias apps disponíveis para IOS e Android (como a Mint, a Wally ou a You Need a Budget). Quer use estes sistemas, ou o famoso papel e caneta, é importante que olhe para tudo o que gastou, desde as despesas fixas às variáveis.

É também muito importante que distinga necessidades de desejos e que trabalhe para responder a ambos, sendo as necessidades sempre prioritárias. E é fundamental que seja crítico, portanto, analise as suas despesas todas e perceba o que está a ter um impacto maior do que devia no bolo final. Ou seja, o que está a consumir mais do que devia do seu salário.

 

Saiba para onde quer ir e quais as suas prioridades

Pensando nesse futuro, está a gastar bem o seu dinheiro? Faz sentido ter dois carros? Pagar uma mensalidade tão cara no ginásio? É necessário comer tantas vezes fora? É preciso ter tantas contas abertas? Está a dar uso suficiente a essa mensalidade da Netflix ou da Sport TV? Precisava do novo par de sapatos? Faz sentido não pôr essa casa de férias a render, visto que lhe dá tantas despesas?

A sua resposta a todas estas perguntas até pode ser “sim”. E nesse caso não deve mexer nas suas despesas, mas é importante que pergunte. E pergunte todos os meses! E responda todos os meses!

 

No mês seguinte, repita a metodologia

Depois de identificar os gastos necessários e desnecessários preocupe-se em refinar a sua fórmula no mês seguinte. Replique ao máximo os meses em que os resultados foram melhores.

Descubra ainda “COMO CRIAR UMA POUPANÇA SIGNIFICATIVA?

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