A nossa conta bancária não é, de todo, um indicador fiável da qualidade da nossa atividade profissional, nem do poder que nós temos de estar a fazer dinheiro no futuro.

Nós temos de analisar constantemente três indicadores principais para controlar a saúde da nossa atividade.

Conta de exploração

É fundamental que distingamos a nossa vida pessoal da nossa atividade profissional, nomeadamente nas contas bancárias. E que controlemos de forma rigorosa a nossa conta de exploração. Esta conta deve listar os nossos custos, proveitos e a diferença entre os dois. Ou seja, o nosso lucro. Dentro dos custos (totais) devemos considerar os custos fixos – aqueles que têm independentemente de venderem ou não – e os custos variáveis – aqueles que têm quando fazem uma venda. Já os proveitos dizem respeito às comissões que cobramos por intermediar transações imobiliárias.

Ora, se desenharmos duas retas, a partir de um determinado ponto é expectável que a linha de custos totais intersete a linha de vendas. Este ponto, que em gestão se chama Break Even Point, revela o momento a partir do qual estamos a ganhar dinheiro.

E por que razão é tão importante conhecer o Break Even Point? Porque até esse valor só temos prejuízo. Não podemos gerir a nossa atividade sem saber a partir de que valor mensal entramos no lucro. E digo-vos mais: não há nenhuma escolha que façamos na nossa atividade que não mexa no nosso Break Even Point.

Então o dinheiro que nós gastamos por mês não pode ser o dinheiro que está na conta. Há um valor que temos de escolher como se fosse o nosso salário.

Balanço

No balanço da nossa atividade devemos listar, de um lado, os ativos – ou seja, as coisas que temos na empresa afetas à nossa atividade – e, do outro, a medida em que essas coisas são nossas ou, pelo contrário, que as devemos.

Às vezes devemos mais do que aquilo que temos. O que significa que o nosso património líquido está negativo. Então é crítico que percebam se o valor das vossas dívidas é menor que os vossos ativos e em que medida o é.

Demonstração do fluxo de caixa

Se olharmos só para a conta de exploração talvez não consigamos perceber exatamente o que se está a passar na nossa atividade profissional. Porque o resultado de custos e proveitos de uma forma simplista é a diferença entre as faturas que eu imito e aquelas que me imitem a mim. Ora, este resultado é uma figura teórica. Porque não implica a entrada ou saída de dinheiro, implica apenas a entrada e saída de faturas.

Então precisamos de controlar de facto que dinheiro está a entrar ou a sair. A demonstração de fluxos de caixa é o indicador que nos permite fazê-lo. A nossa conta bancária não nos diz isso. Pelo contrário, pode dar-nos uma noção totalmente errada. A demonstração do fluxo de caixa revela-nos que existem diferentes tipos de dinheiro e que, para o bem da nossa atividade profissional, não os podemos encarar e usar da mesma forma. Perceba melhor AQUI.

 

Kit Cunningham, o pai rico do Robert Kiyosaki, dizia: “o dinheiro é como uma criança. Precisa da supervisão de um adulto.” E também dizia “o dinheiro é como uma mulher. Se não amarmos, se não acarinharmos e se não lembrarmos o quanto ela é importante para nós todos os dias, ela deixa-nos!”

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