Os juros sobre juros tanto podem ser um auxiliar precioso na formação de riqueza como o maior problema da nossa dívida. Como explico no meu livro O Mapa da Independência Financeira, trata-se de capitalização negativa!

Muitas vezes, quando o nosso rendimento resulta de um salário passamos a esmagadora maioria do ano a trabalhar para pagar ora impostos ora dívidas, como a hipoteca da habitação, créditos para automóvel, cartões de crédito, etc. E lá para o fim do ano, só depois de trabalharmos para o Estado e para o banco – digamos assim – é que começamos a trabalhar para nós.

Claro que é nossa obrigação pagar as dívidas que contraímos ao banco, tal como os nossos impostos. Mas, para caminharmos em direção à independência financeira, é essencial que reduzamos o tempo que trabalhamos para essas entidades e aumentemos o tempo que trabalhamos para nós. Isso será também um incentivo para trabalharmos mais e contribuirmos para a humanidade da maneira que entendermos ser melhor.

Ora, existem diferentes sistemas de eliminação da dívida, mas alerto-o de que alguns produzem ainda maior dívida a longo prazo, continuando a aumentar os juros sobre juros. É o caso da consolidação do crédito.

Então como é que conseguimos eliminar a dívida?

Eu sugiro-lhe um sistema que passa por “apertar o cinto”. Mas é por um bom motivo!

1. Faça uma lista detalhada das suas despesas (necessidades vs. desejos) e dívidas;

2. Pare de contrair empréstimos! Esta é a regra de outro incontornável.

3. Estabeleça uma ordem de prioridades. A não ser que tenham diferenças de taxas de juro significativas – o que o levaria a pagar primeiro a dívida com a taxa mais elevada – comece por eliminar a dívida mais rápida de liquidar. Depois, trate de eliminar a segunda dívida mais rápida de saldar, e assim sucessivamente.

4. Crie um “fator de aceleração”. Para eliminar a dívida o mais rapidamente possível, é essencial encontrar um valor que não esteja a ser alocado a pagar a dívida e que passará a ser usado para esse fim. Pode ser, por exemplo, uma percentagem do que ganhamos e que habitualmente colocamos numa poupança, ou rendimento conseguido através de um part-time.

Ainda lhe sobram dúvidas? Então leia O Mapa da Independência Financeira.

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