A nossa vida é feita de escolhas e são as nossas escolhas que condicionam o rumo da nossa vida. No entanto, fazemos escolhas, quase sempre, sem conhecermos os dados todos. Por mais que nos esforcemos, nunca vamos saber tudo, nem conhecer tudo o que rodeia aquela decisão.

Essa incerteza, o desconhecimento da verdade absoluta, é uma das razões porque temos muita dificuldade em fazer várias escolhas ao longo da nossa vida profissional e pessoal. Sentimos uma enorme insegurança. O medo de errar nas nossas escolhas paralisa-nos.

A maioria das pessoas tenta pesquisar sempre um pouco mais, consultar outras opiniões, perceber o que a maioria escolhe e esperar eternamente à espera do momento ideal.

Muitas vezes tentamos perceber o que a maioria das outras pessoas escolheria numa situação semelhante à nossa. Essa análise dá-nos o conforto de não estarmos sozinhos, de nos sentirmos mais acompanhados na decisão. Mas será que a procura dessa referência, faz da escolha da maioria a mais acertada?

Claro que não, mas dá-nos o conforto de diminuir a nossa responsabilidade na escolha. Podemos sempre dar o álibi de que, como tantos outros escolheram, nós não poderíamos escolher diferente.

A incerteza faz com que adiemos, às vezes eternamente, as decisões mais importantes da nossa vida. Esperamos sempre pelo momento certo e, na verdade, ele poderá nunca chegar. Procuramos ter a informação total e isso nunca teremos. Será que esta espera é uma boa solução?

Aos meus clientes eu digo sempre que uma não-decisão é muito pior que uma má decisão. 

Uma não-decisão é, por si só, uma decisão. Mas é uma decisão em que nos desresponsabilizamos do resultado. No fundo escolhemos não mexer em nada. E será que isso é bom?

Pode ser bom ou mau, mas não sendo uma escolha consciente poderá também ser ruinoso. O medo de agir, de andar em frente, de fazer mudanças, é normalmente o maior travão para o crescimento humano e para o crescimento dos negócios.

O medo de tomar a decisão errada faz com que muitas vezes procuremos o aconselhamento de alguém por quem temos a maior consideração, pedindo a sua opinião e tomando a decisão baseada nos seus critérios. E resulta?

Pode ser que sim, mas também pode ser que não. Mas dá-nos a fantástica oportunidade de culpar outro, que não nós, se a escolha não se mostrar a mais certa. Mas se era uma decisão que devia ser nossa, não devíamos pôr essa responsabilidade nas costas dos outros.

Quando tiverem que tomar uma decisão é muito importante serem criteriosos na análise, serem exaustivos na procura de alternativas, mas depois serem corajosos e tomarem a decisão rapidamente e com propriedade. Ou seja, mostrar a todos que a decisão é vossa e que foi tomada em consciência e com muito cuidado.

Tomar decisões é sempre uma tarefa complicada pois o medo de nos arrependermos invade-nos muito frequentemente. É difícil mas é absolutamente necessário e é uma das capacidades que distingue um verdadeiro líder.

Tomar a decisão e assumi-la com propriedade, mesmo quando o resultado não é o melhor.

Errar é humano e um líder sabe que ao errar se está a aproximar cada vez mais do melhor resultado possível. Um bom líder acredita nas suas capacidades o suficiente para poder errar sem pensar que a sua qualidade fica em causa.

Mariana Arga e Lima
Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

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