Como construir fortuna e criar riqueza à sua volta | Paulo de Vilhena

Todos nós já ouvimos dizer que o dinheiro não traz felicidade. Eu acredito nesta ideia, mas creio que é muitas vezes mal interpretada. Muitos de nós fomos até educados a atribuir um valor negativo à fortuna, a considerá-lo algo “sujo” que só se consegue à custa dos outros. A verdade é que, se acumular riqueza financeira, vai acabar por, direta ou indiretamente, fazer florescer algum tipo de riqueza à tua volta.

Quando criamos riqueza, temos dinheiro que sabemos que vamos cobrar e eventualmente nunca vamos usar. Então, podemos dispensar esse dinheiro e fazer algo por alguém que não nos é nada diretamente. E fazemo-lo apenas porque acreditamos que o devemos fazer. Pessoas, animais, instituições sociais, ambientais ou científicas… Podemos apoiar os mais diversos projetos de caridade, solidariedade, proteção ou desenvolvimento.

Todavia, quando construímos fortuna, mesmo que não ofereçamos uma parte, nem façamos nenhum tipo de caridade, estamos a gerar riqueza à nossa volta.

Isto porque o Estado, com os impostos, vai usar essa riqueza para construir escolas, estradas, hospitais. Todas estas infraestruturas vão criar melhores condições para todos aqueles que delas usufruírem.

Se a riqueza estiver acumulada num banco, este usará – idealmente – essa fortuna para criar mais riqueza. O banco irá contratar mais pessoas e remunerar acionistas, que por sua vez vão gerar mais riqueza… Da mesma forma, se não deixarmos o dinheiro depositado numa instituição bancária – o que considero não ser de facto a melhor forma de guardar o dinheiro – e investirmos por exemplo em ações, vamos estar a financiar essas empresas para que elas próprias criem também riqueza, criando emprego.

Podemos ainda usar a nossa fortuna para comprar habitação para pessoas que eventualmente não tenham condições de o fazer. Assim estas podem usá-la a título de arrendamento.

Então, da forma como o mundo está organizado, quando construímos fortuna, estamos, direta ou indiretamente, a criar riqueza à nossa volta. 

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