A esmagadora maioria das vezes em que um colaborador me pediu um aumento eu não dei. E de todas as vezes em que o fiz, arrependi-me… todas!

Por outro lado, todos os aumentos que dei voluntariamente acho que foram bem dados.

E porque é que é assim? É simples…

Porque tem de haver uma justificação para qualquer aumento que vá além do tempo que a pessoa trabalha na empresa.

Ou seja, uma pessoa entra numa empresa a receber um determinado valor. Um ano depois quer passsar a receber mais 10%. E porquê? É importante perceber o que ela sabe fazer agora que não sabia fazer há um ano. Que livros que leu? Que cursos frequentou?

Em alguma coisa as suas competências têm de ter crescido para justificar um aumento. Porque se é a mesma pessoa que há um ano, então não há por que a sua remuneração crescer.

Mas se, ao invés, os meus colaboradores me mostrarem onde é que estão a trazer retorno, então terei todo o gosto em aumentar os seus salários.

Assim que ponham o respetivo valor na hora de trabalho e que a empresa esteja a rentabilizar esse investimento, passo a ser eu que faço questão de pagar mais aos meus colaboradores.

E isso faz-se com conhecimento. Pessoas que não estão dispostas a investir em si próprias dificilmente progridem.

Há que reforçar que não somos apenas pagos à hora. Não é só o número de horas que trabalhamos que é importante. Somos pagos, sim, pelo valor que atribuímos à nossa hora de trabalho.

Ter isto em conta é essencial porque podemos e devemos, com o tempo, aumentar esse valor. Este será, aliás, um dos fatores mais críticos para a criação de riqueza.

Reconhecer o valor que atribuímos à nossa hora de trabalho é fundamental. Não é apenas um maior esforço (mais horas de trabalho) que nos traz mais dinheiro. Mas sim o valor que atribuímos a esse esforço, que depende essencialmente do investimento que fazemos na nossa formação.

Esta reflexão é determinante, pois uma das chaves para a criação de fortuna não está nas horas que trabalhamos, uma vez que são limitadas para todo o ser humano. No entanto, o valor que podemos acrescentar a essas horas não tem limite.

Se o valor que acrescentarmos à vida dos outros for relevante, então estes estarão dispostos a pagar por isso.

 

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