A perfeição é inimiga do sucesso | Conteúdos Paulo de Vilhena

Quando começamos a pensar em algo novo, ou em algo que está fora da nossa zona de conforto, as pernas tremem, os braços suam e sentimos umas borboletas na barriga… Porque nunca sabemos quando é altura perfeita avançar.

Há inúmeras reações que podemos ter:
1) Há quem siga de uma forma aventureira, sem qualquer preparação;
2) Há quem fique completamente bloqueado e não faça mesmo nada;
3) Há quem procure mais informação para tentar perceber os riscos que poderá estar a correr e fique parado a pensar no assunto;
4) Há também quem vá andando devagar, pé ante pé, tentando perceber os novos terrenos, não ficando paralisado, mas também não avançando sem rede.

E o meu discurso é para aqueles que não dão um passo, até se considerarem completamente preparados, até encontrarem o momento perfeito, quando tudo estiver estudado e sabido para o resultado sair perfeito… enfim os perfecionistas paralisados. Mas tenho que partilhar convosco um pensamento atribuído a Salvador Dalí:

Não tenha medo da perfeição. Você nunca a vai atingir.”

A perfeição não existe. É o nosso horizonte desejado, algo que está lá longe, mas não chegaremos lá nunca. É algo de que queremos estar cada vez mais perto, mas que nunca conseguiremos atingir totalmente. É um ponto imaginário.

O pior é que há muita gente que não interiorizou esta mensagem e que continua a procrastinar as suas decisões à espera do momento certo. Pois então se estivermos à espera de lá chegar para agir, vamos estar sempre parados e sempre paralisados por medos que não nos vão permitir avançar. Temos de acabar com isto!

Arriscar é fundamental para evoluir!

Para evoluir e para nos aproximarmos da perfeição, uma das coisas mais importantes é mesmo a experimentação. A melhor forma de aprendermos é com o erro. Para isso é fundamental correr riscos, avançar sem ter a total certeza do que estamos a fazer e do resultado que vamos obter, tomar decisões sem ter os dados todos nas mãos, saltar do avião sem ver o chão onde vamos aterrar… mas com o paraquedas nas costas.

Não quero com isto dizer que vamos ter de ser loucamente aventureiros e que devemos largar-nos aos leões sem perceber se eles estão presos. Claro que temos que ter algumas precauções, pensar bastante, principalmente sobre decisões estruturantes da vida. Mas não podemos deixar que os medos de que não seja perfeito nos paralisem.

Arrisque, seja ousado!

E quando cometer um erro não se martirize, veja a lição que pode retirar do erro e continue o caminho!

Mariana Arga e Lima

Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

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Dizia Eleanor Roosevelt que “Você precisa fazer aquilo que pensa que não é capaz de fazer”, o resto é procurar álibis e procrastinar, como eu muitas vezes faço, para enganar-me a mim próprio.