A inveja é considerada um dos sete pecados mortais. Mas será que o é obrigatoriamente? Ainda ontem, em conversa com a minha mãe, falávamos sobre o verdadeiro significado da inveja e como ela pode ou não ser realmente considerada um pecado mortal.

Quando eu digo que gostava de ser como aquela pessoa, ou que gostava de ter aquilo que aquela pessoa tem, não percebo qual a razão para isso ser considerado um pecado. Porque eu não quero tirar nada a ninguém, apenas quero conquistar algo mais para mim.

Ser ambicioso e querer ter o que os outros têm não prejudica ninguém. Pelo contrário, até dá valor aos outros pois significa que os admiro por já estarem aonde eu quero chegar ou por terem desenvolvido características que eu também quero para mim.

O princípio que está por trás de considerar a inveja um pecado é o princípio da escassez.

Este princípio indica que o facto de eu querer ter uma coisa que o outro tem implica que ele fique sem ela ou que ela perca valor. Este princípio é, para mim, totalmente errado pois eu gosto de pensar no princípio da abundância. Um princípio segundo o qual existe mais do que suficiente para todos. Ter não implica ter tirado para passar a ter. Implica apenas ter criado, desenvolvido, aumentado o bolo de forma a dar para todos sem restrições.

Será que para uns estarem felizes os outros têm que estar infelizes? Será que a natureza nos tem mostrado a abundância ou a escassez?

A nossa vontade pode ser escassa, a nossa dedicação pode ser escassa, o nosso conhecimento pode ser escasso, mas a natureza não o é… Sempre que colocamos o nosso conhecimento e o nosso esforço recebemos a abundância da natureza.

Mas temos de saber esperar e manter o esforço. E acima de tudo temos de olhar para a inveja não como um sentimento negativo, que nos faz querer mal aos outros porque têm aquilo que queremos, mas como um sentimento positivo, que nos move na ação de fazer o que os outros já fizeram para conseguirem o que nós procuramos. Se foi possível para os outros também vai ser para nós.

Um bom exemplo é algo que devemos guardar e replicar sempre que possível, sem vergonha. O sucesso, independentemente do que isso significa, deixa rasto.

Uma vela pode servir para acender todas as outras e não fica menor nem perde valor.

Mariana Arga e Lima
Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

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