A preocupação de encontrar um culpado concentra-nos no caminho errado. Ao encontrarmos um culpado ficamos aliviados e consideramos muitas vezes a situação resolvida. Mas será que ao apurar a culpa resolvemos realmente o problema?

Na maior parte dos casos não.

A questão da culpa ainda está muito presente na nossa cultura empresarial. E muitas vezes impede-nos de avançar.

Quando acontece um problema numa empresa, muitas vezes a primeira atitude das pessoas é perceber de quem foi a culpa. Não o fazem sequer com o objetivo de culpar alguém, mas com o objetivo de se desculparem a elas.

“Não fui eu! E não fui eu, porque foi ele.”

Ora… em que é que isto resolve o problema?

Perdem-se os primeiros primeiros minutos ou mesmo as primeiras horas a procurar quem é o culpado de uma determinada situação. E só a seguir se analisa porque é que aquele problema apareceu.

Talvez estejamos a fazer as coisas ao contrário. Primeiro devemos identificar o problema, procurar resolvê-lo e perceber porque aconteceu. Era o processo que não estava bem definido? Não foi aplicado corretamente?

Só depois devemos apurar responsáveis, mas não com o objetivo de os massacrar. E caso o problema tenha derivado, de facto, de um erro de execução, devemos falar com os responsáveis para os ensinar, para que da próxima tenham as ferramentas e o conhecimento para agir de outra forma.

Portanto, o objetivo primordial deve ser sempre encontrar soluções para que no futuro esses erros sejam minimizados. E mesmo quando há coisas que aparecem para as quais não estamos preparados, que tenhamos formas pré-definidas de atuar sobre elas.

Eu acredito profundamente que errar é humano.

Toda a gente erra e devemos assumi-lo com alguma naturalidade.
Obviamente que devemos sempre procurar aprender com os nossos erros para não os repetir.

Por exemplo, quando tratamos de tarefas com alguma responsabilidade, podemos fazer um duplo, triplo, quádruplo check, ou pensar em todas as situações que possam surgir, para garantir que o erro é minimizado ou que estamos preparados para algum imprevisto.

Os erros vão sempre continuar a acontecer. Mas temos de os assumir e de aprender com eles. E enquanto organização isto é mandatório.

As organizações tem de aprender com os erros dos seus colaboradores. Porque muitas vezes há processos internos que não estão bem definidos ou que estão desatualizados. Ou seja, por vezes não há suporte para que os próprios colaboradores tomem as melhores decisões ou sigam os melhores caminhos.

Se os processos não estiverem bem definidos ou implementados, não é por ser a pessoa A, B ou C a realizá-los que as coisas vão correr melhor ou pior.

Portanto, a reter, devemos assumir as responsabilidades, resolver os problemas e aprender com os erros.

Mariana Arga e Lima
Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

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