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Está a conseguir de uma forma regular e consistente atingir os seus objetivos?

Já imaginou que um dos fatores que o podem estar a condicionar poderá ser a forma como está a definir objetivos? Neste artigo, vou partilhar consigo as 4 Regras Para Definir Objetivos, que uso pessoalmente na minha vida, e vou dar-lhe algumas dicas que pode utilizar de imediato para os atingir. Ficará ainda a saber as principais vantagens de estabelecer objetivos.

“Se não sabes para onde vais, todos os ventos te são desfavoráveis” – Séneca

A partir do momento em que temos um objetivo todas as decisões que tomamos têm em vista aproximarmo-nos dele. Mesmo quando essas decisões se mostram erradas, o facto de o objetivo estar definido permite-nos tomar a ação corretiva necessária para nos voltarmos a aproximar dele na próxima decisão. Contudo, o objetivo precisa de ser um verdadeiro objetivo e não apenas um desejo.

O que é que distingue um Objetivo de um Desejo?

De uma forma simples, a formulação de um desejo pressupõe uma postura passiva e a espera de que o acaso se organize no sentido de nos proporcionar o que pretendemos. A realidade é que isso raramente acontece. Um objectivo, não. A formulação de um objectivo implica uma acção consequente e congruente com esse mesmo desígnio. Implica o início de uma aproximação constante em relação a esse fim. E a única forma de não chegarmos lá, é desistirmos a meio do caminho. É um pouco como funciona um avião ou mesmo um barco: depois de traçarem um objectivo, vão cerca de 99% do tempo fora de rota. Ao monitorizarem de forma constante a sua aproximação, podem ir adoptando uma ação correctiva, que os conduzirá ao destino que pretendem. A formulação de objetivos deve, então, obedecer a algumas regras.

4 Regras para Definir Objetivos

1 – Ser Específico

Os objetivos devem ser específicos. Isto significa que devem não só ser claros, como bem definidos e identificados. Devemos conhecer o maior número de detalhes possível sobre o resultado que pretendemos.

2 – Ser Mensurável

Os objetivos devem ser quantificados. Ou seja, devem ser mensuráveis. Deve ser possível perceber de uma forma rigorosa se nos estamos a aproximar deles ou não. Devem ser traduzíveis em números, o mais possível.

3 – Ser Enquadrado no Tempo

Os objetivos devem ser enquadrados no tempo. Para ser possível medir a sua realização com rigor, é preciso saber quando se faz essa medição. Se não tiverem prazos, não são verdadeiros objetivos pois perdem uma parte do seu poder: a parte que vem da pressão positiva de haver um prazo de realização e que nos permite saltar depois para o objectivo seguinte.

4 – Ser Atingível

Por último, torna-se relevante que sejam atingíveis. Este é o ponto em que a maior parte de nós tem grandes dificuldades. Por um lado, ser atingível não deve levar a que sejam demasiado fáceis. Por outro, não podemos permitir que sejam tão ambiciosos que nem nós próprios, no fundo, acreditemos neles.

Como atingir objetivos (quase) Impossíveis?

O que sugiro, quando nos queremos propor a resoluções muito acima daquelas a que estamos habituados, é que trabalhemos com prazos mais curtos. Ou seja, propor mudanças incrementais mais suaves, do ponto de vista quantitativo, impondo prazos mais curtos para as atingir. Desta forma, é mais fácil que o subconsciente se convença da sua exequibilidade, sendo que o nosso ritmo de trabalho fará a diferença. Assim, depois de atingidos estes objetivos mais suaves, é mais fácil aumentá-los, uma vez atingidos. É ainda fundamental que estejam em harmonia uns com os outros e com a visão e missão que traçámos. Devem contribuir uns para os outros. Na construção dos nossos objetivos, a clareza deve ser a palavra de ordem. Tudo o que alcançamos nas nossas vidas está directamente relacionado com o que somos e o que fazemos.

Deve Manter Sempre os seus Objetivos em Mente!

No sentido de acelerar a realização dos nossos objetivos, devemos mantê-los constantemente em mente. Todos os especialistas de desenvolvimento pessoal confirmam a ideia de que rever os objetivos por escrito diariamente de uma forma positiva e com uma convicção inabalável não só aumenta exponencialmente as possibilidades de os realizar, como também multiplica de forma assustadora a rapidez com que se concretizam. Esta revisão diária imprime os objetivos no nosso subconsciente de uma forma em que passam a fazer parte de nós. Este hábito de escrever e rever diariamente os nossos objetivos tornar-se-á ainda mais poderoso se complementado com a sua visualização. Todas as melhorias que obtemos nas nossas vidas começam com a melhoria das nossas imagens mentais. A nossa capacidade de viver as coisas interiormente, antes de as vivermos exteriormente, torna-se uma das nossas ferramentas mais poderosas. Pois a gravação dessa realidade no nosso subconsciente activa as leis mentais da atracção e da correspondência. A lei da atracção diz que, na nossa vida, se materializa tudo aquilo em que pensamos de uma forma constante. A lei da correspondência diz que, no exterior, se materializa aquilo que se passa no nosso interior.

O aspeto mais importante de Definir Objetivos é…

a pessoa que nos tornamos no processo de os atingir.
Na minha opinião, os objetivos devem obrigar-nos a dar o melhor de nós. Devem obrigar-nos a reforçar as nossas competências centrais e mesmo a nossa própria identidade, incluindo os nossos valores e convicções. Desta forma, tornam-se importantes não só por aquilo que nos trazem, mas principalmente por aquilo em que nos tornam: melhores pessoas, mais capazes, com uma lista de qualidades mais atrativa, com uma maior capacidade de influenciar os outros e de os mobilizar e mesmo com um nível de conhecimento mais elevado.

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