Em quase todos os processos de coaching empresarial que faço, chegamos a um momento em que há necessidade de recrutar mais pessoas para a equipa para dar suporte ao crescimento do negócio. No entanto, o recrutamento é sempre um grande desafio para a maioria dos empresários.

Todas, ou quase todas, as empresas começaram por ser um auto-emprego. Alguém que tinha o sonho de ser independente e que começou sozinho a desenvolver a sua ideia e as suas competências. Neste primeira fase, obviamente, todas as tarefas são executadas pelo próprio empresário, desde a gestão, o marketing, as tarefas operacionais até ao limpar do chão do escritório. Mas com o passar do tempo o empresário tem que aprender a delegar.

Contratar faz parte de gerir uma empresa, pois para crescer de forma sustentada é preciso pessoas. Por isso, é fundamental preencher a estrutura com pessoas certas que consigam fazer as funções e que estejam alinhadas com os nossos valores.

Então, o que deve definir antes de contratar?

Tenha clara a visão e a missão da empresa.

Temos de saber para onde estamos a levar a empresa, para conseguir perceber concretamente as pessoas de que precisamos.

Defina o organograma da empresa de acordo com as funções necessárias para assegurar o bom funcionamento hoje e no futuro.

Este organograma não deve ser baseado nas pessoas que temos atualmente, nem nas funções que elas ocupam. Mas sim num exercício de imaginação de como seria a estrutura ideal se começássemos hoje do zero.

Perceba quais são as funções que geram maior valor para a empresa e as que não são tão relevantes, e quanto tempo cada função ocupa.

Com esta caracterização é altura de priorizar o que deverá ficar do seu lado e o que poderá delegar. É importante ter a noção de que as funções de maior responsabilidade, e que representam maior impacto nas receitas, devem ser efetuadas por pessoas com mais experiência (e que normalmente representam um custo maior). Mas, se delegar essas tarefas, ganhará tempo para tarefas ainda mais rentáveis.

Uma possibilidade intermédia é contratar em outsourcing. Porém, na minha opinião, as tarefas podem ser feitas em trabalho externo, mas as competências devem ser contratadas. Ou seja, embora contratar seja uma tarefa desafiante, sempre que é para uma função relevante para a empresa, deve ser feito sem hesitar.

Defina os valores e competências pessoais que procura.

Antes de partir para a contratação é muito importante perceber o que é preciso para a função que queremos preencher. No entanto, mais importante do que as competências técnicas (que são mais fáceis de adquirir), são as competências pessoais e os valores que a pessoa deve ter, pois esses serão muito difíceis de alterar com o tempo.

Obviamente que é difícil fazer generalizações pois cada empresa terá os seus pontos de cultura próprios e cada função terá competências específicas.

Portanto, contratar não é simples. Deve ser uma tarefa que deve ser feita com cuidado. Mas não a adie demasiado por medo de errar.

Não deve, obviamente, contratar a primeira pessoa que lhe aparece só porque não encontra alternativa. Mas deve colocar muita energia nestes processos, pois ter as pessoas certas na organização é fundamental para conseguir fazer crescer a sua empresa.

Mariana Arga e Lima
Business and Executive Coach na Paulo de Vilhena Business Excelerators

 

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